sexta-feira, 29 de setembro de 2023

VALORES INVERTIDOS EM CAETITÉ

Por Gilvane Caldas 


Cumprir o que determina a Lei é uma obrigação de todo cidadão, independente da sua condição social ou econômica. A polícia é  um órgão do Estado que tem como missão proteger o cidadão e seus bens, mantendo a ordem social. 


A sociedade para viver em harmonia precisa de um ordenamento jurídico que é fiscalizado pelos poderes atribuídos à polícia. A região de Caetité nos últimos anos tem convivido com a presença da PRF- Polícia Rodoviária Federal, que tem feito um trabalho importante na fiscalização de veículos e motoristas nas rodovias da região.


Confesso que me espanta ver o prefeito e autoridades,  sob aplausos, anunciarem a não implantação de uma BASE de fiscalização da PRF no município como se estivesse sendo pressionado por alguém para que a mesma não seja efetivada.


É  importante salientar que andar com documentação do veículo  e do motorista em dia é obrigatório para todos. Não se pode cair sobre o argumento de que os transeuntes das rodovias são coitadinhos, que não podem regularizar seus veículos ou suas CNHs. Nas entrelinhas é a explicação que não convence!

 

Não é cabível um prefeito e autoridades de uma cidade, como Caetité, que tem ligações rodoviárias com os quatro cantos do país,  seja desguarnecida, facilitando roubo de cargas, tráfico de drogas, armas, contrabando e veículos roubados por pressões sabe-se lá  por qual motivo. Nunca imaginei ver a nossa cidade aplaudir a saída da polícia para que a lei não seja aplicada como deve ser. 


Não podemos aceitar a narrativa de que as blitzes da PRF estavam prejudicando a economia da cidade. Ora, se isto aconteceu, então, é sinal de que a ilegalidade funcionava a todo vapor em outros tempos.


Sendo assim,  já que fiscalizar é problema para a gestão municipal,  então quando alguém tiver seu carro roubado, furtado ou a cidade virar ponto de distribuição de drogas da região o cidadão vai recorrer a quem? Não há o que reclamar, vamos aplaudir pois a economia vai bem, "os meios justificam os fins".


Tá tudo certo, afinal o crime compensa. Otários somos nós que pagamos nossos IPVAs, DPVAT, fazemos cursos e pagamos caro para adquirir nossas habilitações. Enquanto uns se acham no direito de trafegar na ilegalidade porque não possui as condições mínimas para regularizar a situação, mas se diz proprietário de um veículo que pode ter sido furtado ou negociado no mercado do crime. De fato, os valores estão invertidos!

Caetité-Ba.