terça-feira, 29 de julho de 2025

PT DE LUTAS E VITÓRIAS

Por Gilvane Caldas.

Um dos únicos ou único partido brasileiro a fazer a escolha dos seus dirigentes nos níveis municipal,  estadual e nacional através do voto direto dos seus filiados. Neste domingo, 27/07, o Partido dos Trabalhadores de Caetité mostrou a sua força e compromisso com a DEMOCRACIA interna, elegendo o seu presidente com a participação intensa dos filiados.

O Partido dos Trabalhadores fundado nos anos 80, em São Paulo, e depois expandiu-se para os rincões do Brasil através da luta e da resistência dos Trabalhadores e Trabalhadoras, principalmente dos menos favorecidos, fincando suas raízes  em nossas terras e nos corações e mentes dos sertanejos. 

Em 2002, chegou a Presidência da República elegendo o operário, Luís Inácio Lula da Silva para presidente. Em 2006, chegou ao governo da Bahia e governa até hoje,  mudando para melhor a vida do nosso povo. A partir dalí o povo trabalhador começa a ser incluído no orçamento, ampliando a distribuição de renda com programas  que visavam diminuir a pobreza e promover a inclusão social.

O Partido dos Trabalhadores tem sido o refúgio político e o canal de expressão daqueles que nunca tiveram nem vez e nem voz. É o principal instrumento de inserção e transformação da vida do povo excluído. É nele que os sem vez e voz se encontram para fazer valer os seus direitos e acesso à cidadania.

As adversidades enfrentadas em toda sua história  através dos seus militantes e dirigentes o fez um partido forte e de massa pra chegar à Presidência da República por 5 vezes, inclusive, elegendo pela primeira vez uma mulher, Dilma Roussef, que foi derrubada por uma elite que nunca aceitou que o povo aproximasse do poder.

A militância petista de Caetité demonstrou desejar um partido comprometido com as causas dos trabalhadores e trabalhadoras, sem se curvar diante de pretensos admiradores do poder ou seus representantes. Defender as causas dos trabalhadores é muito mais do que buscar a sobrevivência individual. É  lutar pela coletividade de forma que ninguém fique para trás. A nossa história não nos permite fugir da luta nem tão  pouco das dificuldades, sendo assim,  estaremos sempre buscando novos caminhos e alternativas éticas para melhorar a vida do povo brasileiro. 

Caetité-Ba.

sábado, 19 de julho de 2025

TRUMP, O XERIFE DO MUNDO!






               IMAGEM: Mihai Cauli 

Por Gilvane Caldas 

O mundo tem vivido nos últimos meses uma instabilidade como nunca antes, após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. O líder mó, americano, acredita que saindo dos limites, muros da sua pátria o resto do mundo é seu quintal e ele o titular chefe desse quinhão.

O governo ianque se achando polícia do mundo, tira da sua cachola a magnífica ideia de aplicar taxas a países que ele, Trump, acredita não obedecer seus caprichos. O tarifaço que o diabo loiro impõe ao mundo, aqui é acolá é uma estratégia pensada para fazer com que os países e populações cedam às suas vontades. O que pode ser um tiro no próprio pé!

Impor limites a produtos de um país tem suas consequências diretas para os mercados internos. A consequência imediata para os exportadores é dificuldade para vender seus produtos, causando prejuízos às empresas que perdem mercado, competitividade e ainda podem demitir seus trabalhadores. Já para o país taxador ocorre o aumento dos preços devido a importação limitada, ou seja, faltando produto no mercado os preços sobem e o consumidor é quem vai pagar a conta.

Então, taxar produtos nessas condições causa prejuízos para os dois lados. E sendo assim, há o risco de recuo do taxador, prática que o governo americano tem utilizado após suas investidas e aventuras sem sucesso em alguns países.

Se vigorar no Brasil a taxação pelo governo americano, de onde eles vão tirar o aço, o café e o suco de laranja? É importante dizer que os Estados Unidos importam muito mais produtos brasileiros do que o Brasil dos Estados Unidos. Certamente não faltará mercado aos produtos brasileiros. 

Como as sociedades capitalistas têm seus humores medidos conforme a economia se manifesta, assim é também com o apoio aos mandatários políticos das nações e estados. No caso americano há uma enorme insatisfação daquele povo contra o Donald Trump, que tem uma política anti-social, excludente e anti-migratória. A falta de produtos e aumento nos preços são combustíveis para instigar ainda mais a insatisfação popular e a possibilidade da derrubada do governo. 

O governo do Tio Sã ao ameaçar parceiros comerciais históricos dos Estados Unidos, deixará em dificuldade os seus próprios cidadãos que consumirão produtos importados mais caros. Dessa forma, Ele se isola ao chantagear países ou blocos como os BRICS, que buscam construir uma moeda alternativa de independência ao dólar, coisa que incomoda extremamente o governo norte-americano.

Ao atacar países “amigos” com ameaças tarifárias a sua popularidade tende a cair,  a insatisfação popular começa a explodir e o risco de ser impeachmado começa a ser uma luz no horizonte. Sendo assim, ou o governante recua na sua política de intromissão em outros países ou será visto como inimigo do mundo, ou, na pior das hipóteses, “eles” declararem guerra contra tudo e contra todos por se considerar a polícia do mundo. É uma questão que só o tempo dirá se a razão sobreviverá ao confronto com a ignorância e a prepotência. 

Entrar em rota de colisão política ou econômica com um país como o Brasil, que não tem contenção com nenhum outro país do mundo, pode ser uma aventura geopolítica suicida, de um mandatário arrogante e prepotente que não conhece e nem respeita as diferenças e desejos de um povo soberano e livre. A América Latina não é um quintal para servir aos interesses de espertalhões.

Caetité-Ba.






quinta-feira, 17 de julho de 2025

NÓS CONTRA ELES?

Por Gilvane Caldas 

Não, ELES CONTRA NÓS! A elite brasileira, os ricos, nunca se preocuparam com o desenvolvimento do Brasil e a distribuição da renda, ao contrário, desde 1500 quando invadiram nossas terras, roubaram nosso ouro, madeira, exterminaram povos originários e implantaram a escravidão. Então, não somos “nós contra eles e sim, eles contra nós”. O problema é que a burguesia nunca aceitou que os “nós” se manifestassem contra a exploração praticada por eles.

A extrema-direita aliada ao conhecido centrão reunidos no (PL, PP, União Brasil, Novo, Republicano e MDB), não demonstram ter responsabilidades com as causas do povo pobre no Congresso Nacional, apenas, defendem os interesses dos ricos e daqueles que sempre usurparam o Estado em benefício próprio.

Nos últimos anos a burguesia brasileira tirou a máscara e resolveu apostar na derrubada de governos e na chantagem, aplicando derrotas em projetos que o executivo considera prioritário para o equilíbrio fiscal e a justiça social. 

A disposição das elites e de seus representantes para chantagear o governo o tempo todo, com fake news, inverdades e informações tendenciosas que desfiguram os fatos, que distorce a realidade, faz o povo acreditar que “elas” estão preocupadas com os pobres e que no Brasil não há luta de classe. Essa visão é uma prática secular e nociva que precisamos enfrentar diuturnamente.

O Lula foi eleito para cuidar do Brasil e especialmente dos mais pobres, incluindo-os no orçamento e o rico no imposto de renda, porém, as aves de rapina insistem em não aceitar que a renda do país seja melhor distribuída para tornar o país menos injusto. 

O Brasil é o paraíso preferido para os endinheirados que não desejam pagar impostos. Quando o governo fala em taxar os super-ricos vêm a cantilena de que os ricos vão fazer suas aplicações dos lucros e dividendos fora do País em paraísos fiscais como forma de chantagem.

Mas o desespero da burguesia expressada através dos canais políticos, econômicos e midiáticos, essa semana, só revela o quanto a luta de classe no Brasil é algo tão profundo que teve suas vísceras expostas quando o Congresso Nacional derrubou descaradamente a proposta do governo que visava enfrentar os super-ricos, com a cobrança do IOF. 

A narrativa da burguesia para contestar o mote que tomou as redes nos últimos dias do “nós contra eles” “congresso inimigo do povo” foram temas que deixaram a burguesia incomodada por não terem respostas convincentes para o povo.

Os representantes do capital financeiro estão estrebuchando para justificar o injustificável, tentando implantar uma narrativa de que no Brasil não existe luta de classes, que todos temos os mesmos direitos e benefícios. 

A grande imprensa GLOBO e seus satélites regionais (rádios locais) continuam apostando nas mentiras ou informações seletivas que buscam desconsiderar ações de um governo que não representa os interesses do patronato. O governo tem lado e não é para manter os privilégios dos ricos e ajudá-los a usurpar o estado brasileiro como sempre fizeram. 

Em 2026, será o tempo para acertarmos as contas com deputados e senadores que nas suas bases dizem ser os defensores do povo e das políticas públicas, mas no congresso nacional, tem posições contrárias aos interesses dos trabalhadores. “Fiquemos atentos.”

Os ricos são minorias mas têm o poder de influenciar nas decisões do Congresso Nacional, pois, são eles os financiadores das campanhas eleitorais da maioria dos congressistas. A luta de classe no Brasil está aberta como nunca, as ruas serão o grande palco para essa disputa. 

Essas mesmas ruas num passado recente serviu de palco para um “bando de aloprado” que ficou nas portas dos quartéis pedindo intervenção militar, orando para ETs, alienígenas e pneus etc. A imprensa não viu isso como nenhuma anormalidade, tratou como uma manifestação democrática que resultou no fatídico 08 de Janeiro. Salve a democracia!

Caetité-Ba.