Por Gilvane Caldas
Nesse período de Natal as praças das cidades são iluminadas, cheias de decorações com um brilho que embevece idosos e crianças por todos os lugares onde se comemora o nascimento do menino Jesus.
Nessa festa é comemorado o nascimento de Jesus, evento que aconteceu em Belém, na Palestina, no ano 1 d.C. Acredita-se que a comemoração do Natal tenha sido criada pela Igreja Católica como forma de enfraquecer outras festividades pagãs.
As comemorações do Natal deixaram de ser a festa principal do nascimento do menino Jesus e passaram a ser a festa das compras e dos presentes. O Natal da sociedade das luzes caras, das ceias fartas não condiz com os ensinamentos de Jesus.
Não pode ser Natal quando e onde as crianças são assassinadas pelas guerras insanas. Não pode ser Natal para famílias que moram na rua sem ter um teto para descansar. Não pode ser Natal na mesa farta onde Jesus não é o convidado a ser servido. Não pode ser Natal nas praças iluminadas onde os maltrapilhos são pessoas indesejadas, atrapalhando a estética de flashes e poses das caras e bocas das madames fartas.
A festa de Natal tem ingressos para entrar, não é para todos. O ingresso pode ser uma reprovação no olhar ou uma abordagem do guarda. Não é Natal para quem não teve na noite 24/25 um prato de comida. Jesus certamente está sob os viadutos, nas comunidades agredidas pela violência do estado policial, nas encostas das periferias, nos presídios, nos orfanatos e nos asilos. Jesus é a expressão do amor ao próximo e da justiça.
O Natal da sociedade capitalista não comunga com os anseios de Jesus e o propósito para o qual veio ao mundo.
Assim, ao acolher o espírito da compaixão, estaremos acolhendo o trajeto mais curto para a aceitação de Jesus. Pois, o Natal é nascer e renascer, naquilo que é a essência da festa. A solidariedade e o amor fraternos são os únicos caminhos que nos levam para perto de Jesus!
Caetité-Ba.