Por Gilvane Caldas.
Os ataques à democracia feitos pela extrema-direita, disseminando mundo afora que no Brasil há uma ditadura implantada pelo Supremo Tribunal Federal, tem produzido efeitos nocivos ao país, principalmente para a economia, prejudicando as exportações para os Estados Unidos, em função da taxação que o governo americano aplicou sobre alguns produtos brasileiros em virtude da falsa narrativa, disseminada pelos bolsonaros de que há uma “ditadura da toga”. Narrativa essa, utilizada pelo governo Trump como escudo para atingir puramente seus objetivos políticos para o controle e domínio global.
A política americana do governo Trump de chantagear países ao redor do mundo, aplicando sanções tarifárias para atingir seus objetivos, nada mais é do que manter o controle do dólar como moeda universal, adquirir o controle das “terras raras” e impedir que outros países se organizem em blocos como os BRICS, MERCOSUL, União Europeia e busquem fortalecer o multilateralismo, tão falado atualmente entre as nações emergentes. Esse aspecto incomoda por demais o governo Trump, uma vez que coloca em xeque a supremacia estadunidense que já dá sinais de enfraquecimento diante da expansão comercial Chinesa.
O 8 de janeiro de 23, ficou marcado na história brasileira como o dia em que a democracia foi atacada na sua essência. Fato igualmente ocorrido nos Estados Unidos quando o Trump foi derrotado por Baiden, os trumpistas, não aceitando o resultado das eleições, atacaram o Capitólio, causando inclusive mortes, alí era o primeiro sinal de que a extrema-direita, violenta e facista deseja implantar ditaduras com discurso de democracia.
A prática golpista americana é a matriz que a extrema-direita brasileira venera e por isso apoia às sanções americanas ao Brasil, expressando claramente o sentimento de repulsa, desprezo ao Brasil, e vassalagem aos norte-americanos. Até mesmo a direita liberal, dita civilizada, que não se identifica com o bolsonarismo radicalizado, se curvou diante das retaliações feitas pelo diabo loiro.
A ignorância plantada pelas elites, através do sucateamento da educação durante anos e anos, pela ausência de investimentos em políticas públicas trouxeram a ignorância para ser o combustível que alimenta o fanatismo bolsonarista antipatriótico. Esse rescaldo de ignorância e fanatismo misturando a religião, crença e política produziu uma massa que se verbaliza contraditoriamente usando os símbolos nacionais como bandeiras de um nacionalismo falso que despreza a própria pátria.
A narrativa da extrema-direita de que a democracia está sendo surrupiada pelos poderes da República, principalmente, pela Suprema Corte é uma cantilena alucinatória e mentirosa que alimenta os discursos dos bolsonaristas para justificar a defesa da ditadura travestida de democracia.
A negação de um passado ditatorial no Brasil, e a falta de punição para os autores, continuam produzindo a sensação de que a democracia é como um jogo em que o resultado pode ser alterado a qualquer instante, quando não for do agrado do fascista de plantão ou seja, a verdadeira democracia sendo transformada em líquido.
Essa batalha precisa ser enfrentada por todos aqueles que acreditam na força de uma democracia sólida. O papel das instituições e da sociedade é garantir a normalidade do seu funcionamento sem que para isso, as leis sejam usurpadas para beneficiar grupos ou indivíduos criminosos que buscam matar a democracia para benefício a si próprio.
Caetité-Ba.
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