sábado, 19 de julho de 2025

TRUMP, O XERIFE DO MUNDO!






               IMAGEM: Mihai Cauli 

Por Gilvane Caldas 

O mundo tem vivido nos últimos meses uma instabilidade como nunca antes, após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. O líder mó, americano, acredita que saindo dos limites, muros da sua pátria o resto do mundo é seu quintal e ele o titular chefe desse quinhão.

O governo ianque se achando polícia do mundo, tira da sua cachola a magnífica ideia de aplicar taxas a países que ele, Trump, acredita não obedecer seus caprichos. O tarifaço que o diabo loiro impõe ao mundo, aqui é acolá é uma estratégia pensada para fazer com que os países e populações cedam às suas vontades. O que pode ser um tiro no próprio pé!

Impor limites a produtos de um país tem suas consequências diretas para os mercados internos. A consequência imediata para os exportadores é dificuldade para vender seus produtos, causando prejuízos às empresas que perdem mercado, competitividade e ainda podem demitir seus trabalhadores. Já para o país taxador ocorre o aumento dos preços devido a importação limitada, ou seja, faltando produto no mercado os preços sobem e o consumidor é quem vai pagar a conta.

Então, taxar produtos nessas condições causa prejuízos para os dois lados. E sendo assim, há o risco de recuo do taxador, prática que o governo americano tem utilizado após suas investidas e aventuras sem sucesso em alguns países.

Se vigorar no Brasil a taxação pelo governo americano, de onde eles vão tirar o aço, o café e o suco de laranja? É importante dizer que os Estados Unidos importam muito mais produtos brasileiros do que o Brasil dos Estados Unidos. Certamente não faltará mercado aos produtos brasileiros. 

Como as sociedades capitalistas têm seus humores medidos conforme a economia se manifesta, assim é também com o apoio aos mandatários políticos das nações e estados. No caso americano há uma enorme insatisfação daquele povo contra o Donald Trump, que tem uma política anti-social, excludente e anti-migratória. A falta de produtos e aumento nos preços são combustíveis para instigar ainda mais a insatisfação popular e a possibilidade da derrubada do governo. 

O governo do Tio Sã ao ameaçar parceiros comerciais históricos dos Estados Unidos, deixará em dificuldade os seus próprios cidadãos que consumirão produtos importados mais caros. Dessa forma, Ele se isola ao chantagear países ou blocos como os BRICS, que buscam construir uma moeda alternativa de independência ao dólar, coisa que incomoda extremamente o governo norte-americano.

Ao atacar países “amigos” com ameaças tarifárias a sua popularidade tende a cair,  a insatisfação popular começa a explodir e o risco de ser impeachmado começa a ser uma luz no horizonte. Sendo assim, ou o governante recua na sua política de intromissão em outros países ou será visto como inimigo do mundo, ou, na pior das hipóteses, “eles” declararem guerra contra tudo e contra todos por se considerar a polícia do mundo. É uma questão que só o tempo dirá se a razão sobreviverá ao confronto com a ignorância e a prepotência. 

Entrar em rota de colisão política ou econômica com um país como o Brasil, que não tem contenção com nenhum outro país do mundo, pode ser uma aventura geopolítica suicida, de um mandatário arrogante e prepotente que não conhece e nem respeita as diferenças e desejos de um povo soberano e livre. A América Latina não é um quintal para servir aos interesses de espertalhões.

Caetité-Ba.






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