segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O FIM DO BOLSONARISMO

Por Gilvane Caldas 

O patriotismo tão vangloriado pelo bolsonarismo nos últimos anos, com a expansão da extrema-direita no mundo, especialmente no Brasil, tornou-se uma bandeira de autodefesa de um grupo que tem usado a política como instrumento de permanência ou conquista de poder.

O gesto do ex-presidente de beijar a bandeira americana, dizendo que ama os Estados Unidos, foi o sinal de que o patriotismo conclamado pelos patriotas de verde-amarelo, na verdade, não expressa o sentimento de brasilidade fiel e sim de uma falsa narrativa para enganar pessoas menos politizadas.

A fotografia desse quadro é a atuação do filho do ex-presidente Bolsonaro e aliados de extrema-direita, junto ao governo americano, buscando retaliações contra o Brasil. A postura revela que o patriotismo defendido do exterior levará ao fim o bolsonarismo, consequência da própria narrativa em atacar o próprio país de fora para dentro.
 
O ser patriota que exalta a nação alheia em detrimento a sua, fere de morte a alma nacional, uma vez que ao atacar as instituições internas (brasileiras), invocando ações de outro país para causar constrangimentos e prejuízos econômicos ao país, estimula a negação da própria nacionalidade.

A narrativa suicida da extrema-direita bolsonarista de implorar por sanções e intervenções, principalmente, no judiciário brasileiro é em virtude das possíveis punições que deverão ser impostas ao ex-presidente, Bolsonaro e seus aliados por iniciativa de atentado à democracia. 

A autonomia de um país precisa ser garantida por suas instituições de forma que o ataque a elas seja considerado crime de traição e lesa pátria, prática essa, que com o passar do tempo produzirá de forma natural o afastamento de simpatizantes da própria direita menos radicalizada, deixando cada vez mais o bolsonarismo reduzido que continuará lutando em defesa de causa própria!
Caetité-Ba.

sábado, 16 de agosto de 2025

A FALSA DEMOCRACIA DA DIREITA

Por Gilvane Caldas.

Os ataques à democracia feitos pela extrema-direita, disseminando mundo afora que no Brasil há uma ditadura implantada pelo Supremo Tribunal Federal, tem produzido efeitos nocivos ao país, principalmente para a economia, prejudicando as exportações para os Estados Unidos, em função da taxação que o governo americano aplicou sobre alguns produtos brasileiros em virtude da falsa narrativa, disseminada pelos bolsonaros de que há uma “ditadura da toga”. Narrativa essa, utilizada pelo governo Trump como escudo para atingir puramente seus objetivos políticos para o controle e domínio global.

A política americana do governo Trump de chantagear países ao redor do mundo, aplicando sanções tarifárias para atingir seus objetivos, nada mais é do que manter o controle do dólar como moeda universal, adquirir o controle das “terras raras” e impedir que outros países se organizem em blocos como os BRICS, MERCOSUL, União Europeia e busquem fortalecer o multilateralismo, tão falado atualmente entre as nações emergentes. Esse aspecto incomoda por demais o governo Trump, uma vez que coloca em xeque a supremacia estadunidense que já dá sinais de enfraquecimento diante da expansão comercial Chinesa.

 O 8 de janeiro de 23, ficou marcado na história brasileira como o dia em que a democracia foi atacada na sua essência. Fato igualmente ocorrido nos Estados Unidos quando o Trump foi derrotado por Baiden, os trumpistas,  não aceitando o resultado das eleições, atacaram o Capitólio, causando inclusive mortes, alí era o primeiro sinal de que a extrema-direita, violenta e facista deseja implantar ditaduras com discurso de democracia.

A prática golpista americana é a matriz que a extrema-direita brasileira venera e por isso apoia  às sanções americanas ao Brasil, expressando claramente o sentimento de repulsa, desprezo ao Brasil, e vassalagem aos norte-americanos. Até mesmo a direita liberal,  dita civilizada,  que não se identifica com o bolsonarismo radicalizado, se curvou diante das retaliações feitas pelo diabo loiro. 

A ignorância plantada pelas elites, através do sucateamento da educação durante anos e anos, pela ausência de investimentos em políticas públicas trouxeram a ignorância para ser o combustível que  alimenta o fanatismo bolsonarista antipatriótico. Esse rescaldo de ignorância e fanatismo misturando a  religião, crença e política produziu uma massa que se verbaliza contraditoriamente usando os símbolos nacionais como bandeiras de um nacionalismo falso que despreza a própria pátria.

A narrativa da extrema-direita de que a democracia está sendo surrupiada pelos poderes da República, principalmente, pela Suprema Corte é uma cantilena alucinatória e mentirosa que alimenta os discursos dos bolsonaristas para justificar a defesa da ditadura travestida de democracia.

A negação de um passado ditatorial no Brasil, e a falta de punição para os autores, continuam produzindo a sensação de que a democracia é  como um jogo em que o resultado pode ser alterado a qualquer instante, quando não for do agrado do fascista de plantão ou seja,  a verdadeira democracia sendo transformada em líquido. 

Essa batalha precisa ser enfrentada por todos aqueles que acreditam na força de uma democracia sólida. O papel das instituições e da sociedade é garantir a normalidade do seu funcionamento sem que para isso, as leis sejam usurpadas para beneficiar grupos ou indivíduos criminosos que buscam matar a democracia para benefício a si próprio. 

Caetité-Ba.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

A DEMOCRACIA GOLPISTA DA DIREITA

Por Gilvane Caldas 

A palavra democracia parece que nos últimos tempos tem tido significado bastante controverso, senão, um conceito volátil que se aplica de acordo com o interesse para  quem a reivindica. O surgimento de indivíduos acéfalos, orientados por falsos pastores emergiram do anonimato e das catacumbas de onde nunca deveriam ser saído para o mundo civilizado.

A expansão da extrema-direita no mundo e a eclosão desse ovo de serpente no Brasil, se deu na operação lava jato, conhecida como vaza jato. Coordenada por um grupo de procuradores da república e um juiz, no estado do Paraná. Alí, o grupo orientado ou influenciado pelo departamento de justiça dos Estados Unidos, travaram uma caça às bruxas destruindo empresas, prendendo pessoas como se estivessem acima de tudo e todos.

Naquela época as prisões foram feitas para arrancar confissões inverídicas de delatores que eram intimidados e ameaçados com prisões caso não  acusassem na época o ex-presidente Lula ou seus familiares.

Estranho que naquele período as autoridades judiciárias em sua maioria se calaram durante a lava jato, a imprensa não investigou de fato o que estava acontecendo,  preferiu apoiar as mentiras porque tinha interesse político na derrota da esquerda. Naquele período nebuloso da democracia, o Lula não teve o direito de ir ao sepultou do seu irmão. E essa mesma turma da grande mídia, não teve coragem para dizer que ali havia sido interrompido um gesto de humanismo para com o preso.

São os mesmos que agora arrotam falta de liberdade,  que a democracia acabou no Brasil, que o Supremo Tribunal Federal está implantando uma ditadura e que alguns ministros precisam ser impeachmados e presos para voltar a normalidade democrática. Estranho é que essa narrativa não aconteceu quando o Ministro Luís Fux, não permitiu que o Lula fosse entrevistado na cadeia. Alí ninguém disse que era cassação da liberdade de expressão, foi conveniente para o momento. A direita precisava silenciar o Lula.

Agora, ficam bradando nas ruas, nas redes sociais, canais de TVs e rádios feito um bando de malucos e alucinados  defendendo o indefensável. Pastores usando da fé e da ignorância das pessoas, outros,  por mau caratismo e ausência de discernimento dos fatos reais mesmos e assim, forma-se o caldeirão dos aloprados.

A chegada da extrema-direita ao poder no Brasil, com o Bolsonaro, trouxe um deserviço a democracia brasileira, um sujeito que sempre foi simpatizante da tortura, do golpe de estado, ligado aos milicianos do Rio de Janeiro. 

A narrativa desenvolvida para questionar a democracia do momento, pela extrema-direita é alegar que o ex-presidente está sendo perseguido, injustamente e que o Alexandre de Moraes não tem competência como julgador por ser parte interessado no processo. É estranho que a prisão domiciliar do ex-presidente tenha virado uma comoção entre os seus aliados principalmente  os do direito, onde parte se arvora em dizer que o ministro está agindo fora de Lei. E com o Lula, a lei foi cumprida? Não diziam que lugar de ladrão é na cadeia. O mito vende jóias, familia faz rachadinha com salários de funcionários, estimula golpe de estado,  inventa mentiras sobre as urnas eletrônicas e isso não é  crime? 

Não é possível aceitar a hipocrisia, a violência e a continuidade de um golpe patrocinado por um grupo de indivíduos que incentiva a desobediência à justiça, afrontando autoridades, sequestrando o plenário do Congresso Nacional e ameaçando de forma vil e violenta todos que confrontam suas ideias. 

Quem cometeu crime precisa ser alcançado pela justiça. Portanto,  o ex-presidente que se defenda com seus advogados, sem requisitar anistia. A justiça precisa ser cega,  mas não pode ser tratada como tola onde os criminosos tentam ludibriá-la para livrar-se da prisão. O bolsonarismo fez nascer um tipo de gente que repousava nas trevas e nas sombras da falta de respeito ao próximo,  embrulhados pela falsa cristandade sociopata, que viola os direitos humanos.

Caetité-Ba.

domingo, 3 de agosto de 2025

A DISFUNÇÃO DO CÉREBRO

Por Gilvane Caldas. 

Num tempo bem recente vimos umas cenas bizarras que nunca foram registradas em nenhum outro lugar do mundo. Gente esquisita nas portas dos quartéis pedindo intervenção militar,  orando pra pneus, etês e fazendo coisas que eram quase impossíveis de acreditar se alguém contasse e não fosse mostrado pela TV.

Aquilo não foi assombração em noite de lua cheia, nem histórias de lobisomem, eram figuras intituladas de bolsonaristas que diziam querer liberdade, liberdade. Acreditavam piamente que o mito teria sido enviado por Deus para salvar a nação do comunismo. Foi  muito doideira e alucinação dos tios e das tias abençoados por falsos profetas.


Há pouco tempo alguém dizia ter visto Jesus na goiabeira, é possível que ali já havia indícios dos  primeiros sintomas da alucinação coletiva dos patriotas. A psiquiatria subestimou a capacidade de organização dos malucos. Nós mortais, consideremos umas distrações,  achando ser apenas umas fases que estariam os indivíduos acometidos por um desejo de mudança para o além.

Conceituamos aquilo como estágios de loucura, mas o tempo está revelando que foi outra coisa, era burrice. Importante aqui distinguir os conceitos. No estágio de loucura o indivíduo apresenta comportamentos disfuncionais, ausência do cônscio. Já a  burrice, é associada a ausência da  inteligência ou da capacidade cognitiva para compreender os fatos. 

O momento atual nos leva a caracterizar o bolsonarismo como o estágio da burrice em estagnação, ou seja, o sujeito reivindica sanção contra si próprio e para seu país, em nome da liberdade que possibilita esse mesmo sujeito pedir o fim da própria liberdade. Isso não é um “auto- laudo” da burrice?


Poupemos os nossos psiquiatras desses laudos coletivos. O buraco é  mais profundo. A elite brasileira vestida como sempre de vira-lata, de costas para o Brasil, aceita de quatro qualquer proposta indecente vinda do Mikei e do Pateta. Aliás, o Pateta deve estar extremamente enciumado pela concorrência que os minions estão produzindo por aqui.

É provável que as tarifas e os cancelamentos dos vistos dos ministros do STF, para os states não vão produzir efeitos colaterais por lá. Pois, por aqui, os representantes do pateta estão ladrando nas rádios e redes sociais pertinho de “nóis”.

Assim, quase sinto-me um xerife dos Estados Unidos que se intromete na vida alheia, com o poder de sabotar países com o apoio dos falsos patriotas e fujões que acusam a Suprema Corte de aplicar a lei para quem atentou contra a democracia. Eita “povim” difícil de entender as coisas. Vai ser burro assim na China.

Caetité-Ba.