domingo, 26 de novembro de 2023

A COVARDIA DO MUNDO CIVILIZADO

Por Gilvane Caldas. 


Desde que o mundo descobriu e optou pelo capitalismo como regime econômico único e infalível capaz de distribuir renda e produzir a paz no mundo, é  que o próprio mundo entrou em colapso impulsionado por países colonialistas que buscam explorar,  invadir e matar em nome de Deus, da Paz e da Democracia.


O sistema político,  econômico e social como método dos países ricos para impor a colonização aos países pobres da periferia,  baseia-se na opressão e na violência das mais absurdas e insanas. Ninguém tem a prerrogativa de se defender matando inocentes. Essa é  uma narrativa dos covardes, que não assumem seus reais interesses. 


As Guerras no Oriente Médio e na África especialmente,  todas elas foram ou são patrocinadas ou apoiadas pelos Estados Unidos, Europa e seus aliados. A narrativa da mídia ocidental, principalmente, com relação a cobertura da guerra na Faixa de Gaza é o sintoma de uma sociedade doentia, sem caráter e desprovida de compaixão. 


 A descaracterização da história do povo Palestino em favor de um estado de Israel que matou centenas de crianças palestinas que nem sabiam o que estva acontecendo é um ataque ap processo civilizatório. A imprensa resolveu contar os fatos a partir do ponto de vista e dos desejos dos Estados Unidos. A parcialidade diante dos fatos narrados frente a uma guerra suja entre Israel X Hamás, nos coloca como imbecis, e manipulados para aceitar as verdades que interessam aos poderosos do Norte.


Não vamos nos permitir que a história de um povo seja contada de forma vil para justificar o ódio e os crimes que Israel comete em manter uma prisão a céu aberto na Faixa de Gaza. O povo palestino tem direito em formar seu Estado da Palestina.  Os fatos da guerra não podem ser contados do quintal de quem sempre joga pedra e esconde a mão. 


O mundo não precisa de uma polícia estadunidense que aje ao seu bel prazer, sendo uma xerife. A democracia americana é apenas para servir aos interesses dos americanos. As Guerras na Ucrânia e Faixa de Gaza são duas anomalias que buscam atender apenas aos anseios dos amigos europeus. O interesse deles não é a independência dos povos,  mas destruir aqueles que não lhes são subservientes ou coniventes com suas políticas colonialistas.


Viva o povo Palestino! A resistência sempre será a arma para vencer a arrogância e a onipotência de quem se acha dono do mundo. A imprensa tupiniquim, manipulada e subserviente a serviço dos capitalistas devem repensar seus compromissos com a verdade dos fatos históricos. Salve a Palestina!

Caetité, Brasil.



quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A HUMILHAÇÃO POR UM DIREITO NEGADO!

Assistir um professor lutar para receber suas importantes migalhas, pelo trabalho prestado ao setor público, deveria ser motivo para envergonhar todos aqueles que tiveram oportunidade de passar por uma sala de aula  e beneficiar-se  dos ensinamentos por eles passados.


A obrigação do devedor é cumprir com a responsabilidade em pagar o débito sem questionar a quem tem o direito. Negar um direito ao trabalhador é similar ao que aconteceu no período da escravidão onde os trabalhadores eram obrigados ao trabalho sem receber a remuneração devida.


Os precatórios não são um pedido de clemência que os trabalhadores da educação estão solicitando ao município de Matina. É a cobrança de um direito adquirido pelo trabalho executado de forma honesta, responsável e com muita determinação. 


O compromisso dos poderes executivo e legislativo do município de Matina é cumprir a Lei, e não seguir a opinião de espertos e chantageadores que agem na sombra da noite e no submundo da política sórdida, para tirar proveitos dos benefícios suados do trabalho alheio. Atender a exigência da Lei é um ato civilizatório e respeitoso para quem contribuiu e contribui para as transformações da juventude matinense. 


Para se fazer educação de qualidade há diversos caminhos que precisam ser conhecidos, percorridos e  compartilhados com diversos atores. Nesta tarefa, todos tem a sua importância, porém, há aqueles que são imprescindíveis, os professores, sem estes, não há educação,  pois, são os que têm a missão para mediar o conhecimento. 


Na natureza existem algumas espécies que vivem sugando a seiva alheia,  são os parasitas, que não tem luz própria e vivem do esforço alheio. Não é razoável tratar quem  semeia conhecimento como inimigo  para depois aproveitar-se  da colheita  e dos frutos de sua produção. 


Desse modo, impedir a colheita significa estimular os trabalhadores para uma luta diária em defesa dos seus direitos, pois quem  age na sombra da noite e no anonimato não é capaz de agir sob a luz do dia.

Gilvane Caldas.