segunda-feira, 12 de agosto de 2024

UM PESO, DUAS MEDIDAS


Por: Gilvane Caldas 


Temos acompanhado e sido bombardeados pela imprensa tupiniquim, tendenciosa e subserviente aos interesses do império americano sobre o que acontece nas eleições da Venezuela.


Não estamos aqui para apoiar integralmente a política de Nicolás Maduro de forma cega, sem a criticidade necessária. Uma imprensa livre e soberana não pode se submeter a defender cegamente aos interesses sorrateiros, manipuladores e usurpadores das riquezas alheias. 


Os Estados Unidos não estão preocupados com o resultado das eleições na Venezuela. O que interessa aos americanos é se apoderar de assalto à maior reserva petrolífera fora do Oriente Médio,  próximo do seu quintal.  


Se os Estados Unidos e União Europeia estivessem preocupados com seres humanos não estariam apoiando o governo de Israel assassinar mulheres,  idosos e crianças inocentes na Faixa de Gaza.  Enquanto isso,  a imprensa vira-lata passa pano para a crise humanitária vivida pelo povo Palestino provocada por um governo assassino de Israel financiado pelos países ricos.


A eleição na Venezuela é um problema da Venezuela e não de outros países. Tem alguém dando opinião sobre as eleições americanas? Então não podemos aceitar a intromissão externa em eleições de quem quer que seja, os Estados Unidos não são a polícia do mundo. 


O que está em curso na Venezuela é o que tentaram fazer aqui no 8 de Janeiro, esse é  o modus operandi da extrema-direita, aplicando golpes em países que não abrem mão de sua autonomia. Inventa mentiras acusando governos, empresas e pessoas de crimes que não cometeram, Lava Jato, é o caso mais emblemático e conhecido dos brasileiros. 


A oposição golpista da Venezuela apoiada pelos Estados Unidos e União Europeia estabelece embargos àquele país e tem a pachorra através da imprensa, vira-lata, para justificar que a crise na Venezuela é causada simplesmente pelo governo Maduro, fato que não se sustenta.


Enquanto a estimativa de crescimento do Brasil segundo BC é  de 2% para 2024 o da Venezuela é de 4% segundo dados publicados pela (CNN Brasil). Portanto o estado de pobreza da Venezuela cantarolado pela mídia não se sustenta para a necessidade de intervenção externa naquele país.


A política Estadunidense é tomar as riquezas dos povos como fizeram no Iraque e Líbia assassinando seus governos acusando-os de corrupção ou de ligação com o terrorismo, práticas não comprovadas nesses dois casos. Na Venezuela num passado recente inventaram um auto proclamado presidente Juan Guaidó, agora vem com uma  tal de Corina. 


O caso da Venezuelano é emblemático porque a oposição acusa fraude nas urnas mas não apresenta provas cabais. Lembram das urnas brasileiras nas eleições de 22, que o ex-presidente  dizia terem sido fraudadas? A direita vive alimentando golpes de estado ao não reconhecer vitória de opositores. É assim a democracia para extrema-direita.


Dessa forma, a imprensa brasileira adota o discurso de ignorar o genocídio praticado pelo estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos,  contra o povo Palestino e centra suas forças na ataque irresponsável ao governo de N. Maduro  da Venezuela. Assim, o que se denota é um apoio velado de golpe de estado para homologar o saque das riquezas do estado Venezuelano pelos americanos e europeus. Defender a soberania dos países e a autonomia dos povos é condição inegociável.

Caetité-Ba.





domingo, 4 de agosto de 2024

UNIDADE POLÍTICA HISTÓRICA

Foto arquivo disponívelem:https://br.freepik.com/fotosgratis/composicao-de-maos-sobresuporte_45124477.html

Por Gilvane Caldas 

A política é um instrumento que os gregos inventaram para atender às necessidades do povo e administrar as cidades de forma democrática e assim, fazer com que a participação  nas decisões fossem de fato efetiva e democrática.


Com o passar dos tempos e de gerações, o modo de fazer política foi se transformando de modo que cada povo foi criando suas formas de governo de acordo com as suas necessidades.


O município de Caetité,  ao longo da sua existência política sempre teve grupos políticos que se alternavam no poder,  cada um com a sua filosofia que contribuiu para o desenvolvimento do município. Esses grupos tiveram fortes e incisivos embates como touros na arena, mas a convivência democrática e o diálogo nunca faltaram mesmo nos momentos de grandes confrontos.


As eleições municipais de 2024, no município, traz um tempero diferente que tem causado  expectativas e burburinhos tanto nos bastidores quanto nas esquinas e bancos das praças.


A unidade de dois grupos políticos e históricos do município de Caetité “Oliveira e Ladeia ou Jacú e Cocá” (é como povo identifica) revela um sinal de extrema maturidade e responsabilidade para com a gestão da cidade, deixando de lado os egos pessoais e o orgulho natural do ser humano.


A união entre os  grupos “rivais” politicamente não significa que um aderiu ao outro: Cada um mantém a sua história, sua identidade e seus princípios. A unidade tem propósito maior que é resgatar o município do ostracismo,  do atraso e inclui-lo numa agenda propositiva de integração regional, e saímos das pequenas querelas locais que tem conduzido o município a um processo de estagnação principalmente no que se refere ao  desenvolvimento econômico. 


Caetité,  como município importante e promissor para a economia regional está se tornando uma cidade periférica do ponto de vista industrial, dos grandes empreendimentos de pouca relevância no cenário regional, em virtude da incapacidade e ausência de uma visão expansionista de médio e longo prazos dos  atuais gestores.


A unidade nesse momento significa um sinal de abertura para sairmos da monotonia, da mesquinhez, da troca de favores e assim, buscar atender as demandas da população nos aspectos da infraestrutura, da saúde,  da educação, da cultura e inserir o município no cenário de importância e viabilidade econômica como forma de atrair grandes empreendimentos e assim, desenvolver a cidade proporcionando a geração de emprego para a população economicamente ativa.


Portanto,  a maturidade e o compromisso são elementos fundamentais para a união de grupos  antagônicos que buscaram no passado o mesmo objetivo, porém, por caminhos diferentes, o bem comum, mas que agora, abrem o sinal de que as divergências que os separaram ao longo da caminhada, são menores que as necessidades do nosso povo.

Caetité-Ba.