sábado, 3 de janeiro de 2026

O SEQUESTRO AMERICANO NA VENEZUELA


Fonte site 247

Imagem arquivo site 247

     Por Gilvane Caldas

Os democratas do mundo precisam externar o mais profundo e veemente repúdio à ofensiva promovida pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, que se agravou na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, em uma ação militar realizada em território soberano  da Venezuela.

A agressão não é um fato isolado. Ela se insere em uma escalada de violações do direito internacional que inclui o sequestro de navios petroleiros e ataque a  barcos dobre o pretexto do combate ao tráfico de drogas sem apresentar provas. Os ataques à Venezuela fere a soberania econômica do país somados às sanções unilaterais que penalizam duramente o povo venezuelano. Essas ações configuram práticas de pirataria, intervenção estrangeira e desrespeito frontal aos princípios da autodeterminação dos povos e da não-intervenção.

O sequestro de um chefe de Estado eleito, sem qualquer respaldo da Organização das Nações Unidas ou de organismos multilaterais, representa um ataque gravíssimo à ordem internacional, além de estabelecer um precedente perigoso para toda a América Latina e o mundo. A narrativa desse método esconde uma segunda intenção, que é controlar as reservas de petróleo e minerais raros naquele país e região. As práticas autoritárias e conflitos internos de cada país precisam ser resolvidas pelo seu próprio povo e não por quem se considera polícia do mundo.

É fundamental rejeitar qualquer tentativa de justificar essa agressão sob o pretexto de combate ao crime ou defesa da democracia. A história demonstra que intervenções militares estrangeiras produzem instabilidade, sofrimento humano e retrocessos democráticos. O ataque a Venezuela não se funda na defesa da democracia, é um artifício do imperialismo que se coloca como polícia do mundo, com suas regras próprias, sem considerar as regras internacionais.

A narrativa estadunidense primeiro acusando o seu algoz ideológico de liderar organizações criminosas e terroristas é uma método usado inicialmente para convencer populações da necessidade da intervenção, sem que haja resistência do próprio povo ou organismos internacionais. O experimento iniciou com sequestro de navios petroleiros na costa daquele país, sem que houvesse a manifestação firme de autoridades democráticas pelo mundo. A prática americana no Iraque e na Líbia foi a mesma, acusando seus dirigentes sem provas, assassinando-os inclusive. Agora é aqui pertinho, hoje foi a Venezuela e amanhã …?


Dessa forma, a prática intervencionista na América Latina coloca em risco toda a região, pois se assim, sendo a regra, todos os líderes da região que não cederem aos caprichos dos norte-americanos estarão sob risco de serem sequestrados e suas riquezas penhoradas como forma de controle e submissão. Normalizar o que aconteceu hoje na Venezuela é abrir mão da autodeterminação dos povos e da integridade de cada nação. É permitir a transformação da América Latina e do Caribe num quintal dos Estado Unidos para imprimir uma nova forma de colonização e exploração. Aqui deixo parte da minha indignação contra esse tipo de intervenção!

Caetité-Ba.

domingo, 30 de novembro de 2025

O FUTEBOL E A POLÍTICA

    Fonte: imagem jornalggn.com.br

Por Gilvane Caldas 

A  final de um campeonato de futebol revela um paradoxo desconfortável diante da enorme capacidade de mobilização emocional pelo esporte e, ao mesmo tempo, uma apatia quase silenciosa diante das mazelas políticas que corroem o país. É curioso e preocupante observar como parte da população encontra forças para chorar, gritar, lotar estádios, ruas e redes sociais por causa de um jogo, e  demonstra apatia,  indiferença para enfrentar escândalos que afetam diretamente a qualidade de vida desse próprio povo.

Essa paixão concentrada no futebol não é o problema em si; o esporte é parte da identidade cultural brasileira, algo que une e emociona. O problema surge quando essa energia se torna seletiva, na indignação condicionada a um placar, mas não por uma votação ou postura que envergonha e macula a instituição Congresso Nacional.  A frustração explode com um pênalti perdido, mas não com bilhões desviados em acordos espúrios feitos nos porões e salões nobres dos centros financeiros do país. 

A política nacional muitas vezes parece distante, complexa e isso contribui para o desengajamento. Porém, essa distância é ilusória: decisões tomadas em Brasília influenciam a educação do filho, o preço do alimento, a existência de saneamento básico, a presença de hospitais equipados e a segurança nas ruas. Ainda assim, para muitos, esses gargalos são apenas ruídos de fundo normalizados, tratados com indiferença.

Parte dessa apatia nasce da descrença geral nas instituições; outra parte vem de um cansaço legítimo. Mas há também uma dimensão cultural: o brasileiro aprendeu a venerar futebol e odiar a política. É como se houvesse indulgência para o que realmente importa e intensidade para o que, embora apaixonante, não muda nada no cotidiano do país.

Enquanto a mobilização permanecer limitada ao campo esportivo, a política continuará sendo território fértil para canalhas e falcatruas de gente inescrupulosa. A energia que o brasileiro demonstra nos estádios tem potencial para transformar o país, se for levada para as urnas, para o debate público, para a cobrança diária dos representantes.

O desafio é deslocar parte dessa energia para onde ela realmente faz diferença: para a defesa da ética, da transparência e do interesse coletivo. Porque, no final, nenhum título de futebol compensa a perda de direitos, de recursos e de dignidade que a má política impõe a todos nós trabalhadores.

Caetité-Ba

sábado, 22 de novembro de 2025

A JUSTÇA TARDA, MAS NÃO FALHA!


Por Gilvane Caldas

O Brasil vive um cenário de intensas repercussões políticas e econômicas, marcado pela operação da Polícia Federal (PF) que resultou na prisão do dono e sócios do Banco Master, em uma ação focada no combate a fraudes financeiras. Esta operação evidenciou a importância do trabalho investigativo das autoridades para salvaguardar o sistema financeiro e proteger o país de práticas ilícitas que comprometem a economia do Estado Brasileiro, assim como foi a operação carbono oculto que desvendou relações promíscuas no coração financeira da Faria Lima e o crime organizado em São Paulo. 

Quase que simultaneamente, a decretação da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, também ocorrida nesse 22/11, acusado de liderar uma tentativa de golpe de estado, ainda quando era Presidente da República, após ser derrotado nas eleições de 2023. A decisão de hoje reflete um momento em que a sociedade clama por responsabilidade e justiça em relação a líderes políticos.

No entanto, em meio a esse contexto de investigações e questionamentos, surge a proposta do deputado Derrite, do Partido Republicano de São Paulo, que busca enfraquecer a Polícia Federal, desmantelando a medida provisórias construída pelo governo Lula, construindo um texto que enfraquece a ação da PF para investigar crimes de organizações criminosas e chefes poderosos. Essa proposta gera, agora no Senado e se caso aparvada, poderá comprometer a eficácia da PF em combater não apenas a fraudes financeiras, mas também outros crimes e delitos que ameaçam a segurança e a integridade do país.

A relação entre esses eventos é complexa. Enquanto a operação da PF simboliza um esforço para restaurar a confiança pública nas instituições, as tentativas de desmantelar sua estrutura e reduzir seu financiamento sugerem uma tentativa de retrocesso nos avanços conquistados até aqui. O fortalecimento e autonomia da Polícia Federal são cruciais para garantir que investigações sejam conduzidas de maneira imparcial e eficaz, independentemente de quem esteja no poder.

Esses episódios nos lembram da importância de um sistema de controles robusto e da necessidade de proteger as instituições que atuam em defesa da justiça e da integridade no Brasil. O momento exige reflexão e diálogo, para que se possa buscar soluções que promovam a transparência, a ética e a responsabilidade, tanto na esfera financeira quanto na política. O futuro do Brasil depende da capacidade de conciliar interesses diversos em prol do bem comum e da manutenção de um Estado autônomo, forte e que garanta uma justiça firme e independente.

Caetité-Ba.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Irrigação do Vale do Iuiu: Do sonho à realidade.

    Fonte: www.youtube.com

Por Gilvane Caldas.

Há décadas, o povo do Vale do Iuiu, no sudoeste da Bahia, alimenta um sonho: transformar a força das águas em desenvolvimento sustentável. O Projeto de Irrigação do Vale do Iuiú suscita uma esperança para mudar a realidade de milhares de famílias que vivem em uma região de forte vocação agrícola, mas marcada pela irregularidade das chuvas e pelas dificuldades do semiárido.

Idealizado ainda nas décadas passadas, o projeto sempre foi visto como uma obra estratégica para garantir segurança hídrica, geração de emprego e renda, e para impulsionar a produção de alimentos em larga escala. Suas terras férteis e a proximidade com importantes bacias hidrográficas, como a do rio São Francisco, fazem do local um ponto estratégico para o desenvolvimento regional.

Agora, sob o *Governo do Presidente Lula e do Governador Jerônimo Rodrigues* , o sonho volta a ganhar força. Com uma gestão voltada para o fortalecimento da agricultura familiar, o combate à desigualdade e o desenvolvimento sustentável do Nordeste, o projeto volta à pauta com chances reais de sair do papel.

A expectativa é que o Projeto de Irrigação do Vale do Iuiu se torne um marco na história da Bahia, promovendo não apenas o crescimento econômico, mas também a *fixação das famílias no campo* , o estímulo à agroindústria e o uso racional dos recursos hídricos. Trata-se de um investimento que vai muito além da infraestrutura: é uma aposta na dignidade e no futuro do povo do sertão.

O que antes era um desejo do passado pode, enfim, se transformar em realidade no presente, simbolizando a retomada de políticas públicas que olham com atenção e respeito para o interior da Bahia,  atendendo não só a agricultura empresarial,  mas também ao agricultor familiar.

Gilvane Caldas - Caetité-Ba.

domingo, 19 de outubro de 2025

ODETE ROITMAN NÃO MORREU!

Por Gilvane Caldas.

Com o fim da ditadura militar no Brasil em 1964, deu-se início a um período de abertura política pelas Diretas já em 1985. Na sequência, veio a promulgação da constituição cidadã em 1988. Com esses acontecimentos, acreditava-se que a classe trabalhadora estivesse na iminência de chegar ao poder de fato, para desfrutar das riquezas do país e assim,  alcançar a diminuição da pobreza e da miséria, conquistando a tão desejada democracia cidadã e o estado de bem-estar-social.

A personagem fictícia “Odete Roitman” do “Vale Tudo”, de 1989, sempre foi cercada de mistério sobre sua morte, sobre quem a teria “matodo”? Antes é importante saber quem era essa figura que despertava amor e ódio na ficção. Odete figurava como a cara da burguesia brasileira, preconceituosa,  racista e misógina, características da elite nacional de alma escravocrata e adepta dos privilégios em detrimento aos direitos dos trabalhadores.

A elaboração da Constituição Cidadã em 1988, não foi capaz de determinar a morte de fato de Odete, aliás,  ela não foi morta, Odete, simplesmente *forjou* a sua própria morte. É assim que as elites se manifestam quando são confrontadas pela organização dos trabalhadores. Ela sai do palco principal, mas não sai do comando das principais decisões políticas e econômicas que são tomadas no país. 

Mesmo que esses governos tenham sido eleitos pela maioria dos trabalhadores e tenham cunho progressistas, nos bastidores é a elite representada por Odete que continua mandando nos destinos da nação. É  ela quem determina as taxas de juro, os financiamentos para o estado investir. Portanto, a morte de Odete não  significou o seu fim, mas a transformação nos modos operativos que a burguesia lança mão para ter seus privilégios garantidos. 

Odete não pegou mais em armas para eliminar seus adversários políticos,  apenas trocou a narrativa e o figurino. Dessa forma, ela não deixou de controlar o cenário, a iluminação cênica e nem a supervisão do texto teatral daí, termos um Congresso Nacional e Assembleias Legislativas que mesmo sendo considerados casas do povo, sempre estão mancomunadas com os interesses das oligarquias e dos feudos coronelistas presentes entre nós.

A aristocracia brasileira nunca acreditou na força e na capacidade produtiva do povo brasileiro,  ao contrário, sempre ofereceu desprezo e exploração. Odete é  a caricatura fidedigna dessa gente que falseia e camufla seus interesses, que muda o discurso e as vestes sem mudar a prática. Odete saiu da Arena, passou pelo PFL, DEM, Democratas e transformou-se no União Brasil,  PL, PP,  Republicanos e o Centrão (ajuntamento de políticos sem princípios éticos), atrelados aos lobbies dos bancos e ao capital especulativo que explora diuturnamente a classe trabalhadora.

Odete na verdade nunca morreu para uma fração da sociedade brasileira. Ela resiste e insiste em não permitir que os trabalhadores acessem o poder de fato. Eliminar a presença de Odete é uma tarefa que a classe trabalhadora nunca deixou de buscar ao longo de suas lutas e batalhas, por essa razão, muitos tombaram na caminhada, derramando suas lágrimas e muito sangue . 

Nesse enredo macabro de Odete a pergunta precisaria ser invertida,  não para saber quem matou Odete, mas quando virá a punição para Odete Roitman pelos crimes cometidos em nome da  caça aos comunistas, pelas mortes de Rubens Paiva, Vladimir Herzog, Anisio Teixeira, Dorothy Stang, Chico Mendes, Margarida Alves e tantos outros que tombaram na luta por justiça, acreditando num Brasil menos desigual, enfrentando a brutalidade e a ignorância das  Odetes. 

A derrota de Odete nos interessa e a autoria precisa ser necessariamente atribuída à classe trabalhadora. Só  assim, teremos a possibilidade de construir uma sociedade de inclusão para  que todos sintam-se parte integrante dessa sociedade, onde a exploração operária não seja a lógica na busca pelo desenvolvimento. A solidez triunfal do operariado dar-se-á necessariamente pela aquisição e desenvolvimento de uma consciência de classe, que permita sustentar os valores democráticos suficientes para derrotar a Odete, mesmo que esse tempo não esteja num horizonte tão próximo. À vista, não seria crível buscar responder quem matou Odete pois, a autoria já estaria consumada, mas, por enquanto, Odete contua viva fazendo suas vítimas.

6.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

QUEM MATOU ODETE?

Por Gilvane Caldas

A ficção é a expressão artística elaborada pela criatividade capaz  de produzir sensações inexplicáveis na alma humana. É  através dela que viajamos em narrativas fabulosas que em determinados momentos se funde com a realidade, experimentada em determinadas situações das nossas vidas. Ela pode expressar sentimentos e desejos que no imaginário são passíveis de concretização ou não.

A espécie humana talvez seja a única que sente-se vingada pela morte de um algoz, quando ela se acha incapaz para “vencer” de forma racional. Essa condição de eliminar o adversário ceifando a vida é  uma forma de demonstrar o quanto somos incapazes de aceitar nossas fraquezas e derrotas na vida.  O mote da semana veiculado nas mídias e na rede era “quem matou Odete”?

“Odete tinha como suas principais características eram a arrogância, o preconceito e a discriminação relacionados ao Brasil e seu povo, que julgava ser indolente por ser miscigenado. Odete, também manipulava a vida de seus familiares, tendo colocado no filho mais novo, sua esperança de sucedê-la no comando do império familiar, querendo que ele vivesse na Europa” (G1. 2025).

A morte misteriosa de uma personagem fictícia em uma telenovela exibida em 1988, revela o quanto e como a espécie humana com sua postura violenta,  agressiva e preconceituosa alimenta o ódio e a sede por vingança. Por outro lado, a sede da vingança e a trama assassina se coadunam num gesto de covardia e maldade, que podem servir de ensinamentos para indivíduos de mentes ardilosas na vida real.

Dessa forma,  matar na ficção não significa um ato sem conexão com a realidade dos lares, ruas e favelas das nossas cidades. O assassinato na ficção reverbera o êxtase no inconsciente dos telespectadores, que ficam na torcida pelo vencedor,  neste caso, o senso de vingança e  a morte são a trilha do enredo macabro onde o clímax  não é a esperança por justiça ou pela vida, mas pelos mistérios que envolvem o ato criminoso.

Assim segue a realidade imitando a ficção, sem que as pessoas tomem consciência de  que a ficção pode ser o retrato ou o regime de um determinado lugar, onde a morte e a vingança são os elementos que compõem a trilha de um povo que é estimulado diariamente a contemplação pela desgraça alheia,  através de programas policialescos, onde o sangue não corre nas veias e sim, nas ruas. 

O mistério de um assassinato fictícios é o mesmo que abrir caminhos para o estímulo e a naturalização do crime como forma de fortalecer a barbárie. Compreender as dificuldades para lidar com a morte como um fenômeno natural da vida é um processo doloroso  que  exige apoio e aceitação. No entanto, naturalizá-la como instrumento de eliminação de nossas barreiras,  fracassos e vingança sobre aplausos, nunca será a decisão mais sábia que circunda as consciências de quem acredita que “só o amor constrói”.

Caetité-Ba.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

VIRADA DE CHAVE!

Por Gilvane Caldas.

Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

É o que podemos depreender após as manifestações realizadas ontem 22/09, em defesa da democracia e contra a PEC da blindagem, caracterizada popularmente como PEC da bandidagem e também de uma proposta de anistia para os golpistas do 8 de janeiro, que estão impactando no andamento dos trabalhos e projetos prioritários para o Governo Federal. 

A mobilização de rua foi feita por artistas, intelectuais, representantes de movimentos sociais e partidos políticos de esquerda, convocada para pressionar a câmara dos deputados a retirar de pauta matérias que não interessam ao conjunto da sociedade brasileira, foi um sucesso. Segundo os organizadores a pauta da sociedade é outra. As necessidades da sociedade impõe ao congresso nacional a proposição de projetos que visem a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, como correção da tabela do IR imposto de renda, fim da escala 6X1, diminuição dos valor da conta de energia, vale gás para famílias carentes, enfim, construir uma agenda positiva para o Brasil.

Diante das manifestações grandiosas ocorridas nas principais capitais e cidades brasileiras, é provável que as propostas de Emenda Constitucional, que beneficia os acusados de tentativa de golpe do 8 de janeiro, e blinda deputados e senadores de investigações pelo STF,  é  provável que perca força e sejam derrotadas no senado após a pressão vinda das ruas. 

    Fonte: Imagem Poder 360 - Salvador-Ba.

As manifestações convocadas nas redes foram consideradas uma grande surpresa, positiva, já que a esquerda vinha sofrendo ataques da extrema-direita, que nos últimos anos capturou a narrativa anticorrupção, principalmente com os episódios do mensalão e da lava jato. Porém, nos últimos dias após o julgamento dos golpistas e a condenação dos mentores, a ala da extrema-direita resolveu radicalizar, inclusive pedindo sanção ao Brasil, por parte do governo Trump e propondo anistia aos condenados, fato que ascendeu na sociedade brasileira o sentimento de soberania e justiça diante dos crimes.

Dessa forma, a esquerda recupera parte do discurso que ela sempre se fundamentou durante sua luta política de combater a corrupção, ser contra os privilégios, injustiça social e a concentração de renda, pautas que de fato interessam ao povo brasileiro. É uma virada da chave importante que busca equilibrar o jogo capturado pela extrema-direita que não busca beneficiar a classe trabalhadora e nem colocar em pauta os grandes projetos estruturais que o Brasil tanto precisa.

Caetité-Ba.

 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

COM ANISTIA NÃO TEM PACIFICAÇÃO


Por Gilvane Caldas 

A extrema-direita brasileira golpista e mancomunada com o centrão, aqui definido como um agrupamento de políticos sem ideologia, sem projeto político de país, baseado apenas em interesses pessoais e projetos escusos.

As condenações dos golpistas de 8 de janeiro de 2025, pelo STF, despertou o interesse dos apoiadores e traidores da pátria em aprovar uma anistia para quem cometeu crime de atentado contra a democracia, no argumento de que só assim haverá pacificação no país, o que é uma mentira, e chantagem pura.

Anistiar golpista que cometeu crimes de lesa pátria não pacifica país algum,  ao contrário, instiga a impunidade, a falta  de respeito e a violência. Anistiar golpistas é simplesmente dar a oportunidade a criminosos para continuarem arquitetando o próximo crime.  

Não se tem uma democracia sólida quando se deseja anistiar quem ameaçou matar ministro, um presidente da República, vice e explodir aeroporto. Na democracia, crime se combate com uma justiça eficiente, firme e uma constituição respeitada, cumprida fielmente e não com anistia. Anistiar criminosos de golpe de estado é fomentar uma guerra interna sem precedentes. 

Com o golpe consumado não há tribunal com justiça independente, o que haverá é um  no mínimo um tribunal de exceção onde os adversários são presos, torturados,  mortos e exterminados sem direito de defesa, isso sim, é uma ditadura. A anistia é fruto da violência e do perdão para criminosos que continuarão com a  trama em oportunidades futuras.

Caetité-Ba 17/09/25.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O FIM DO BOLSONARISMO

Por Gilvane Caldas 

O patriotismo tão vangloriado pelo bolsonarismo nos últimos anos, com a expansão da extrema-direita no mundo, especialmente no Brasil, tornou-se uma bandeira de autodefesa de um grupo que tem usado a política como instrumento de permanência ou conquista de poder.

O gesto do ex-presidente de beijar a bandeira americana, dizendo que ama os Estados Unidos, foi o sinal de que o patriotismo conclamado pelos patriotas de verde-amarelo, na verdade, não expressa o sentimento de brasilidade fiel e sim de uma falsa narrativa para enganar pessoas menos politizadas.

A fotografia desse quadro é a atuação do filho do ex-presidente Bolsonaro e aliados de extrema-direita, junto ao governo americano, buscando retaliações contra o Brasil. A postura revela que o patriotismo defendido do exterior levará ao fim o bolsonarismo, consequência da própria narrativa em atacar o próprio país de fora para dentro.
 
O ser patriota que exalta a nação alheia em detrimento a sua, fere de morte a alma nacional, uma vez que ao atacar as instituições internas (brasileiras), invocando ações de outro país para causar constrangimentos e prejuízos econômicos ao país, estimula a negação da própria nacionalidade.

A narrativa suicida da extrema-direita bolsonarista de implorar por sanções e intervenções, principalmente, no judiciário brasileiro é em virtude das possíveis punições que deverão ser impostas ao ex-presidente, Bolsonaro e seus aliados por iniciativa de atentado à democracia. 

A autonomia de um país precisa ser garantida por suas instituições de forma que o ataque a elas seja considerado crime de traição e lesa pátria, prática essa, que com o passar do tempo produzirá de forma natural o afastamento de simpatizantes da própria direita menos radicalizada, deixando cada vez mais o bolsonarismo reduzido que continuará lutando em defesa de causa própria!
Caetité-Ba.

sábado, 16 de agosto de 2025

A FALSA DEMOCRACIA DA DIREITA

Por Gilvane Caldas.

Os ataques à democracia feitos pela extrema-direita, disseminando mundo afora que no Brasil há uma ditadura implantada pelo Supremo Tribunal Federal, tem produzido efeitos nocivos ao país, principalmente para a economia, prejudicando as exportações para os Estados Unidos, em função da taxação que o governo americano aplicou sobre alguns produtos brasileiros em virtude da falsa narrativa, disseminada pelos bolsonaros de que há uma “ditadura da toga”. Narrativa essa, utilizada pelo governo Trump como escudo para atingir puramente seus objetivos políticos para o controle e domínio global.

A política americana do governo Trump de chantagear países ao redor do mundo, aplicando sanções tarifárias para atingir seus objetivos, nada mais é do que manter o controle do dólar como moeda universal, adquirir o controle das “terras raras” e impedir que outros países se organizem em blocos como os BRICS, MERCOSUL, União Europeia e busquem fortalecer o multilateralismo, tão falado atualmente entre as nações emergentes. Esse aspecto incomoda por demais o governo Trump, uma vez que coloca em xeque a supremacia estadunidense que já dá sinais de enfraquecimento diante da expansão comercial Chinesa.

 O 8 de janeiro de 23, ficou marcado na história brasileira como o dia em que a democracia foi atacada na sua essência. Fato igualmente ocorrido nos Estados Unidos quando o Trump foi derrotado por Baiden, os trumpistas,  não aceitando o resultado das eleições, atacaram o Capitólio, causando inclusive mortes, alí era o primeiro sinal de que a extrema-direita, violenta e facista deseja implantar ditaduras com discurso de democracia.

A prática golpista americana é a matriz que a extrema-direita brasileira venera e por isso apoia  às sanções americanas ao Brasil, expressando claramente o sentimento de repulsa, desprezo ao Brasil, e vassalagem aos norte-americanos. Até mesmo a direita liberal,  dita civilizada,  que não se identifica com o bolsonarismo radicalizado, se curvou diante das retaliações feitas pelo diabo loiro. 

A ignorância plantada pelas elites, através do sucateamento da educação durante anos e anos, pela ausência de investimentos em políticas públicas trouxeram a ignorância para ser o combustível que  alimenta o fanatismo bolsonarista antipatriótico. Esse rescaldo de ignorância e fanatismo misturando a  religião, crença e política produziu uma massa que se verbaliza contraditoriamente usando os símbolos nacionais como bandeiras de um nacionalismo falso que despreza a própria pátria.

A narrativa da extrema-direita de que a democracia está sendo surrupiada pelos poderes da República, principalmente, pela Suprema Corte é uma cantilena alucinatória e mentirosa que alimenta os discursos dos bolsonaristas para justificar a defesa da ditadura travestida de democracia.

A negação de um passado ditatorial no Brasil, e a falta de punição para os autores, continuam produzindo a sensação de que a democracia é  como um jogo em que o resultado pode ser alterado a qualquer instante, quando não for do agrado do fascista de plantão ou seja,  a verdadeira democracia sendo transformada em líquido. 

Essa batalha precisa ser enfrentada por todos aqueles que acreditam na força de uma democracia sólida. O papel das instituições e da sociedade é garantir a normalidade do seu funcionamento sem que para isso, as leis sejam usurpadas para beneficiar grupos ou indivíduos criminosos que buscam matar a democracia para benefício a si próprio. 

Caetité-Ba.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

A DEMOCRACIA GOLPISTA DA DIREITA

Por Gilvane Caldas 

A palavra democracia parece que nos últimos tempos tem tido significado bastante controverso, senão, um conceito volátil que se aplica de acordo com o interesse para  quem a reivindica. O surgimento de indivíduos acéfalos, orientados por falsos pastores emergiram do anonimato e das catacumbas de onde nunca deveriam ser saído para o mundo civilizado.

A expansão da extrema-direita no mundo e a eclosão desse ovo de serpente no Brasil, se deu na operação lava jato, conhecida como vaza jato. Coordenada por um grupo de procuradores da república e um juiz, no estado do Paraná. Alí, o grupo orientado ou influenciado pelo departamento de justiça dos Estados Unidos, travaram uma caça às bruxas destruindo empresas, prendendo pessoas como se estivessem acima de tudo e todos.

Naquela época as prisões foram feitas para arrancar confissões inverídicas de delatores que eram intimidados e ameaçados com prisões caso não  acusassem na época o ex-presidente Lula ou seus familiares.

Estranho que naquele período as autoridades judiciárias em sua maioria se calaram durante a lava jato, a imprensa não investigou de fato o que estava acontecendo,  preferiu apoiar as mentiras porque tinha interesse político na derrota da esquerda. Naquele período nebuloso da democracia, o Lula não teve o direito de ir ao sepultou do seu irmão. E essa mesma turma da grande mídia, não teve coragem para dizer que ali havia sido interrompido um gesto de humanismo para com o preso.

São os mesmos que agora arrotam falta de liberdade,  que a democracia acabou no Brasil, que o Supremo Tribunal Federal está implantando uma ditadura e que alguns ministros precisam ser impeachmados e presos para voltar a normalidade democrática. Estranho é que essa narrativa não aconteceu quando o Ministro Luís Fux, não permitiu que o Lula fosse entrevistado na cadeia. Alí ninguém disse que era cassação da liberdade de expressão, foi conveniente para o momento. A direita precisava silenciar o Lula.

Agora, ficam bradando nas ruas, nas redes sociais, canais de TVs e rádios feito um bando de malucos e alucinados  defendendo o indefensável. Pastores usando da fé e da ignorância das pessoas, outros,  por mau caratismo e ausência de discernimento dos fatos reais mesmos e assim, forma-se o caldeirão dos aloprados.

A chegada da extrema-direita ao poder no Brasil, com o Bolsonaro, trouxe um deserviço a democracia brasileira, um sujeito que sempre foi simpatizante da tortura, do golpe de estado, ligado aos milicianos do Rio de Janeiro. 

A narrativa desenvolvida para questionar a democracia do momento, pela extrema-direita é alegar que o ex-presidente está sendo perseguido, injustamente e que o Alexandre de Moraes não tem competência como julgador por ser parte interessado no processo. É estranho que a prisão domiciliar do ex-presidente tenha virado uma comoção entre os seus aliados principalmente  os do direito, onde parte se arvora em dizer que o ministro está agindo fora de Lei. E com o Lula, a lei foi cumprida? Não diziam que lugar de ladrão é na cadeia. O mito vende jóias, familia faz rachadinha com salários de funcionários, estimula golpe de estado,  inventa mentiras sobre as urnas eletrônicas e isso não é  crime? 

Não é possível aceitar a hipocrisia, a violência e a continuidade de um golpe patrocinado por um grupo de indivíduos que incentiva a desobediência à justiça, afrontando autoridades, sequestrando o plenário do Congresso Nacional e ameaçando de forma vil e violenta todos que confrontam suas ideias. 

Quem cometeu crime precisa ser alcançado pela justiça. Portanto,  o ex-presidente que se defenda com seus advogados, sem requisitar anistia. A justiça precisa ser cega,  mas não pode ser tratada como tola onde os criminosos tentam ludibriá-la para livrar-se da prisão. O bolsonarismo fez nascer um tipo de gente que repousava nas trevas e nas sombras da falta de respeito ao próximo,  embrulhados pela falsa cristandade sociopata, que viola os direitos humanos.

Caetité-Ba.

domingo, 3 de agosto de 2025

A DISFUNÇÃO DO CÉREBRO

Por Gilvane Caldas. 

Num tempo bem recente vimos umas cenas bizarras que nunca foram registradas em nenhum outro lugar do mundo. Gente esquisita nas portas dos quartéis pedindo intervenção militar,  orando pra pneus, etês e fazendo coisas que eram quase impossíveis de acreditar se alguém contasse e não fosse mostrado pela TV.

Aquilo não foi assombração em noite de lua cheia, nem histórias de lobisomem, eram figuras intituladas de bolsonaristas que diziam querer liberdade, liberdade. Acreditavam piamente que o mito teria sido enviado por Deus para salvar a nação do comunismo. Foi  muito doideira e alucinação dos tios e das tias abençoados por falsos profetas.


Há pouco tempo alguém dizia ter visto Jesus na goiabeira, é possível que ali já havia indícios dos  primeiros sintomas da alucinação coletiva dos patriotas. A psiquiatria subestimou a capacidade de organização dos malucos. Nós mortais, consideremos umas distrações,  achando ser apenas umas fases que estariam os indivíduos acometidos por um desejo de mudança para o além.

Conceituamos aquilo como estágios de loucura, mas o tempo está revelando que foi outra coisa, era burrice. Importante aqui distinguir os conceitos. No estágio de loucura o indivíduo apresenta comportamentos disfuncionais, ausência do cônscio. Já a  burrice, é associada a ausência da  inteligência ou da capacidade cognitiva para compreender os fatos. 

O momento atual nos leva a caracterizar o bolsonarismo como o estágio da burrice em estagnação, ou seja, o sujeito reivindica sanção contra si próprio e para seu país, em nome da liberdade que possibilita esse mesmo sujeito pedir o fim da própria liberdade. Isso não é um “auto- laudo” da burrice?


Poupemos os nossos psiquiatras desses laudos coletivos. O buraco é  mais profundo. A elite brasileira vestida como sempre de vira-lata, de costas para o Brasil, aceita de quatro qualquer proposta indecente vinda do Mikei e do Pateta. Aliás, o Pateta deve estar extremamente enciumado pela concorrência que os minions estão produzindo por aqui.

É provável que as tarifas e os cancelamentos dos vistos dos ministros do STF, para os states não vão produzir efeitos colaterais por lá. Pois, por aqui, os representantes do pateta estão ladrando nas rádios e redes sociais pertinho de “nóis”.

Assim, quase sinto-me um xerife dos Estados Unidos que se intromete na vida alheia, com o poder de sabotar países com o apoio dos falsos patriotas e fujões que acusam a Suprema Corte de aplicar a lei para quem atentou contra a democracia. Eita “povim” difícil de entender as coisas. Vai ser burro assim na China.

Caetité-Ba.

terça-feira, 29 de julho de 2025

PT DE LUTAS E VITÓRIAS

Por Gilvane Caldas.

Um dos únicos ou único partido brasileiro a fazer a escolha dos seus dirigentes nos níveis municipal,  estadual e nacional através do voto direto dos seus filiados. Neste domingo, 27/07, o Partido dos Trabalhadores de Caetité mostrou a sua força e compromisso com a DEMOCRACIA interna, elegendo o seu presidente com a participação intensa dos filiados.

O Partido dos Trabalhadores fundado nos anos 80, em São Paulo, e depois expandiu-se para os rincões do Brasil através da luta e da resistência dos Trabalhadores e Trabalhadoras, principalmente dos menos favorecidos, fincando suas raízes  em nossas terras e nos corações e mentes dos sertanejos. 

Em 2002, chegou a Presidência da República elegendo o operário, Luís Inácio Lula da Silva para presidente. Em 2006, chegou ao governo da Bahia e governa até hoje,  mudando para melhor a vida do nosso povo. A partir dalí o povo trabalhador começa a ser incluído no orçamento, ampliando a distribuição de renda com programas  que visavam diminuir a pobreza e promover a inclusão social.

O Partido dos Trabalhadores tem sido o refúgio político e o canal de expressão daqueles que nunca tiveram nem vez e nem voz. É o principal instrumento de inserção e transformação da vida do povo excluído. É nele que os sem vez e voz se encontram para fazer valer os seus direitos e acesso à cidadania.

As adversidades enfrentadas em toda sua história  através dos seus militantes e dirigentes o fez um partido forte e de massa pra chegar à Presidência da República por 5 vezes, inclusive, elegendo pela primeira vez uma mulher, Dilma Roussef, que foi derrubada por uma elite que nunca aceitou que o povo aproximasse do poder.

A militância petista de Caetité demonstrou desejar um partido comprometido com as causas dos trabalhadores e trabalhadoras, sem se curvar diante de pretensos admiradores do poder ou seus representantes. Defender as causas dos trabalhadores é muito mais do que buscar a sobrevivência individual. É  lutar pela coletividade de forma que ninguém fique para trás. A nossa história não nos permite fugir da luta nem tão  pouco das dificuldades, sendo assim,  estaremos sempre buscando novos caminhos e alternativas éticas para melhorar a vida do povo brasileiro. 

Caetité-Ba.