quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

O COMBUSTÍVEL DA DESONESTIDADE

 Por Gilvane Caldas


A Passagem do ano é um momento de festas e alegrias onde as famílias se encontram para celebrar a paz e a harmonia. Porém, tem um tipo de gente que só se reúne para dar golpe no próximo e se dar bem na vida. É assim que comporta os capitalistas espertos que enriquecem na malandragem. 


O humor é uma expressão artística usada para denunciar as mazelas e os males feitos. “Um amigo capitalista chama o colega para tomar um negócio e comemorar os lucros  e aí o outro já pensa na vantagem e diz,  tomar de quem”? Ao que parece “não sei como foi, só sei que foi assim”. Donos de postos de combustíveis, sem nenhuma justificativa ou explicação plausível resolveram na calada da noite, na mudança de governos, aumentar os preços da gasolina de forma absurda, sem que houvesse nenhuma alteração nos preços internacionais do barril de petróleo, já que os preços estão atrelados ao dólar, mesmo assim o praticaram. 


Frente a essa imoralidade e desrespeito ao cidadão, os senhores donos de postos de combustíveis têm o dever e a obrigação moral em vir à público para explicar quais motivos levou a praticar a elevação dos preços, sendo que o governo prorrogou a Medida Provisória.  Caso isso não seja feito, fica patente que houve uma cartelização criminosa que precisa ser investigada, apurada e os responsáveis punidos na forma da lei. Cartel é crime e crime tem que ser tratado como tal. 


Ao que tudo indica não se deve  afirmar, mas o andar da carruagem nos leva a crê que foi algo orquestrado pelos apoiadores do ex-governo genocida que deixou a presidência fugindo pelas portas do fundo, com o objetivo de causar desgastes no governo Lula. 


O cidadão não pode continuar sendo achacado por espertalhões das madrugadas que se dizem defensores do combate à corrupção praticando-a na cara dura.  Era importante que o Ministério Público e os órgãos de defesa do consumidor se manifestassem, pois, em outros momentos o MP era protagonista de programas de auditório. 


Sugiro que todos os consumidores que abasteceram seus veículos no período que corresponde aos aumentos abusivos deveriam mover uma ação civil pública coletiva contra os donos de postos de combustíveis, em cada cidade, solicitando a devolução do valor pago em excesso e ainda exigir uma indenização por danos morais. Essa gente precisa nos enxergar e respeitar como cidadãos e não apenas como consumidores ou clientes.  


A cidadania exige de nós uma manifestação sempre que a esperteza e a sabedoria dos malandros evidenciarem como prática  de negócios feitos na calada da noite para nos prejudicar. 

Caetité-Ba.


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