quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

1° DE JANEIRO DE 2023

 Por Gilvane Caldas.


Esta data não foi como uma outra qualquer de réveillon, como na tradição, uma festa de encontros entre amigos e familiares ou para viagens de fim de ano, ou seja, uma data para comemorar a felicidade. O 1° de Janeiro de 2023, teve um ingrediente especial muito significativo para a Democracia no Brasil  e com reflexos por toda América Latina. A volta do Lula, do operário, do homem gestado no seio do povo e da classe  trabalhadora ao cenário da política nacional demonstrando resistência e que o povo organizado pode construir uma outra alternativa capaz de produzir inclusão social e justiça para todos.


O  1° de Janeiro além das festividades teve um incremento a mais diferente de todos os outros já vivenciados por nós brasileiros e brasileiras. O dia foi marcado pelo retorno ao comando do Brasil, na Presidência da República, pela terceira vez, de um operário chamado Luiz Inácio Lula da Silva. Esse retorno foi ímpar pelas condições em que ele se deu. Depois de ser retirado da disputa em 2018 através de uma prisão de 580 dias, arbitrária e injusta, ele saiu da cadeia para liderar a oposição, às pesquisas de intenção de votos que concretizaram com a sua eleição em 2022. 


Subir a rampa do Planalto no dia 1° foi algo muito além de simbólico, foi a prova viva de que a verdade sempre prevalecerá sobre a mentira, mesmo que ela custe um certo tempo para se estabelecer, mas é o sinal de que nunca poderemos baixar a guarda sobre as nossas convicções do que seja a inocência de um indivíduo, simplesmente porque seus algozes cantarolam como premissa a culpabilidade do inimigo, com julgamento prévio tentando nos envergonhar das nossas causas e gente. 


O retorno do Lula a Presidência da República significa que a classe trabalhadora jamais se dará por vencida pela narrativa da mentira jurídica de tribunais tendenciosos, que costumam atuar à margem da lei, como foi o escabroso e mais  vergonhoso papelão protagonizado pela Operação Lava Jato sediada em Curitiba PR, onde um Juiz e procuradores combinavam suas ações e sentenças criminosas com aspectos de legalidade sob o auspicioso comprometimento conivente da grande imprensa e assim, executaram com "êxito" o projeto para ludibriar a população brasileira com a justiça dos horrores.


A saída de qualquer pessoa da prisão é cercada de muitas incertezas em virtude do que o encarceramento pode trazer como consequências físicas e emocionais. No caso de Lula, ao que tudo indica, a sua certeza da inocência o fez o presidiário resiliente,  resistente e desafiador para os seus julgadores. Lá na prisão, teve que conviver com a dor da perda prematura de um neto e um irmão, e ainda ser impedido de participar do velório. Esse sujeito suporta fortemente todas essas mazelas jurídicas possíveis e não desiste um só instante, sem guardar ódio ou rancor sobre o gesto de desumanidade perpetrado por quem teria a obrigação de ser justo!


A subida do Lula na mais famosa rampa da República, representou o senso de justiça, a esperança por dias melhores para o povo brasileiro, a volta do Brasil ao cenário internacional compondo as mesas de negociações e da civilização e pondo fim num ciclo de barbárie e horrores que poderão ser contados na linha do tempo da história brasileira como um desvio de conduta ou uma anomalia no comportamento de parte da sociedade brasileira, refletida na  política nacional com consequências graves para toda a sociedade.


A volta do Lula é o retorno da esperança de dias melhores para o povo brasileiros  e ao mesmo tempo, ela vem carregada de um simbolismo sem igual, que busca na verdade e na justiça a essência da democracia que jamais deverá ser instrumentalizada em conformidade com os interesses políticos do momento. 

Caetité-Ba.


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