quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A HUMILHAÇÃO POR UM DIREITO NEGADO!

Assistir um professor lutar para receber suas importantes migalhas, pelo trabalho prestado ao setor público, deveria ser motivo para envergonhar todos aqueles que tiveram oportunidade de passar por uma sala de aula  e beneficiar-se  dos ensinamentos por eles passados.


A obrigação do devedor é cumprir com a responsabilidade em pagar o débito sem questionar a quem tem o direito. Negar um direito ao trabalhador é similar ao que aconteceu no período da escravidão onde os trabalhadores eram obrigados ao trabalho sem receber a remuneração devida.


Os precatórios não são um pedido de clemência que os trabalhadores da educação estão solicitando ao município de Matina. É a cobrança de um direito adquirido pelo trabalho executado de forma honesta, responsável e com muita determinação. 


O compromisso dos poderes executivo e legislativo do município de Matina é cumprir a Lei, e não seguir a opinião de espertos e chantageadores que agem na sombra da noite e no submundo da política sórdida, para tirar proveitos dos benefícios suados do trabalho alheio. Atender a exigência da Lei é um ato civilizatório e respeitoso para quem contribuiu e contribui para as transformações da juventude matinense. 


Para se fazer educação de qualidade há diversos caminhos que precisam ser conhecidos, percorridos e  compartilhados com diversos atores. Nesta tarefa, todos tem a sua importância, porém, há aqueles que são imprescindíveis, os professores, sem estes, não há educação,  pois, são os que têm a missão para mediar o conhecimento. 


Na natureza existem algumas espécies que vivem sugando a seiva alheia,  são os parasitas, que não tem luz própria e vivem do esforço alheio. Não é razoável tratar quem  semeia conhecimento como inimigo  para depois aproveitar-se  da colheita  e dos frutos de sua produção. 


Desse modo, impedir a colheita significa estimular os trabalhadores para uma luta diária em defesa dos seus direitos, pois quem  age na sombra da noite e no anonimato não é capaz de agir sob a luz do dia.

Gilvane Caldas.  



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