quinta-feira, 17 de julho de 2025

NÓS CONTRA ELES?

Por Gilvane Caldas 

Não, ELES CONTRA NÓS! A elite brasileira, os ricos, nunca se preocuparam com o desenvolvimento do Brasil e a distribuição da renda, ao contrário, desde 1500 quando invadiram nossas terras, roubaram nosso ouro, madeira, exterminaram povos originários e implantaram a escravidão. Então, não somos “nós contra eles e sim, eles contra nós”. O problema é que a burguesia nunca aceitou que os “nós” se manifestassem contra a exploração praticada por eles.

A extrema-direita aliada ao conhecido centrão reunidos no (PL, PP, União Brasil, Novo, Republicano e MDB), não demonstram ter responsabilidades com as causas do povo pobre no Congresso Nacional, apenas, defendem os interesses dos ricos e daqueles que sempre usurparam o Estado em benefício próprio.

Nos últimos anos a burguesia brasileira tirou a máscara e resolveu apostar na derrubada de governos e na chantagem, aplicando derrotas em projetos que o executivo considera prioritário para o equilíbrio fiscal e a justiça social. 

A disposição das elites e de seus representantes para chantagear o governo o tempo todo, com fake news, inverdades e informações tendenciosas que desfiguram os fatos, que distorce a realidade, faz o povo acreditar que “elas” estão preocupadas com os pobres e que no Brasil não há luta de classe. Essa visão é uma prática secular e nociva que precisamos enfrentar diuturnamente.

O Lula foi eleito para cuidar do Brasil e especialmente dos mais pobres, incluindo-os no orçamento e o rico no imposto de renda, porém, as aves de rapina insistem em não aceitar que a renda do país seja melhor distribuída para tornar o país menos injusto. 

O Brasil é o paraíso preferido para os endinheirados que não desejam pagar impostos. Quando o governo fala em taxar os super-ricos vêm a cantilena de que os ricos vão fazer suas aplicações dos lucros e dividendos fora do País em paraísos fiscais como forma de chantagem.

Mas o desespero da burguesia expressada através dos canais políticos, econômicos e midiáticos, essa semana, só revela o quanto a luta de classe no Brasil é algo tão profundo que teve suas vísceras expostas quando o Congresso Nacional derrubou descaradamente a proposta do governo que visava enfrentar os super-ricos, com a cobrança do IOF. 

A narrativa da burguesia para contestar o mote que tomou as redes nos últimos dias do “nós contra eles” “congresso inimigo do povo” foram temas que deixaram a burguesia incomodada por não terem respostas convincentes para o povo.

Os representantes do capital financeiro estão estrebuchando para justificar o injustificável, tentando implantar uma narrativa de que no Brasil não existe luta de classes, que todos temos os mesmos direitos e benefícios. 

A grande imprensa GLOBO e seus satélites regionais (rádios locais) continuam apostando nas mentiras ou informações seletivas que buscam desconsiderar ações de um governo que não representa os interesses do patronato. O governo tem lado e não é para manter os privilégios dos ricos e ajudá-los a usurpar o estado brasileiro como sempre fizeram. 

Em 2026, será o tempo para acertarmos as contas com deputados e senadores que nas suas bases dizem ser os defensores do povo e das políticas públicas, mas no congresso nacional, tem posições contrárias aos interesses dos trabalhadores. “Fiquemos atentos.”

Os ricos são minorias mas têm o poder de influenciar nas decisões do Congresso Nacional, pois, são eles os financiadores das campanhas eleitorais da maioria dos congressistas. A luta de classe no Brasil está aberta como nunca, as ruas serão o grande palco para essa disputa. 

Essas mesmas ruas num passado recente serviu de palco para um “bando de aloprado” que ficou nas portas dos quartéis pedindo intervenção militar, orando para ETs, alienígenas e pneus etc. A imprensa não viu isso como nenhuma anormalidade, tratou como uma manifestação democrática que resultou no fatídico 08 de Janeiro. Salve a democracia!

Caetité-Ba.







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