Por Gilvane Caldas
A palavra democracia parece que nos últimos tempos tem tido significado bastante controverso, senão, um conceito volátil que se aplica de acordo com o interesse para quem a reivindica. O surgimento de indivíduos acéfalos, orientados por falsos pastores emergiram do anonimato e das catacumbas de onde nunca deveriam ser saído para o mundo civilizado.
A expansão da extrema-direita no mundo e a eclosão desse ovo de serpente no Brasil, se deu na operação lava jato, conhecida como vaza jato. Coordenada por um grupo de procuradores da república e um juiz, no estado do Paraná. Alí, o grupo orientado ou influenciado pelo departamento de justiça dos Estados Unidos, travaram uma caça às bruxas destruindo empresas, prendendo pessoas como se estivessem acima de tudo e todos.
Naquela época as prisões foram feitas para arrancar confissões inverídicas de delatores que eram intimidados e ameaçados com prisões caso não acusassem na época o ex-presidente Lula ou seus familiares.
Estranho que naquele período as autoridades judiciárias em sua maioria se calaram durante a lava jato, a imprensa não investigou de fato o que estava acontecendo, preferiu apoiar as mentiras porque tinha interesse político na derrota da esquerda. Naquele período nebuloso da democracia, o Lula não teve o direito de ir ao sepultou do seu irmão. E essa mesma turma da grande mídia, não teve coragem para dizer que ali havia sido interrompido um gesto de humanismo para com o preso.
São os mesmos que agora arrotam falta de liberdade, que a democracia acabou no Brasil, que o Supremo Tribunal Federal está implantando uma ditadura e que alguns ministros precisam ser impeachmados e presos para voltar a normalidade democrática. Estranho é que essa narrativa não aconteceu quando o Ministro Luís Fux, não permitiu que o Lula fosse entrevistado na cadeia. Alí ninguém disse que era cassação da liberdade de expressão, foi conveniente para o momento. A direita precisava silenciar o Lula.
Agora, ficam bradando nas ruas, nas redes sociais, canais de TVs e rádios feito um bando de malucos e alucinados defendendo o indefensável. Pastores usando da fé e da ignorância das pessoas, outros, por mau caratismo e ausência de discernimento dos fatos reais mesmos e assim, forma-se o caldeirão dos aloprados.
A chegada da extrema-direita ao poder no Brasil, com o Bolsonaro, trouxe um deserviço a democracia brasileira, um sujeito que sempre foi simpatizante da tortura, do golpe de estado, ligado aos milicianos do Rio de Janeiro.
A narrativa desenvolvida para questionar a democracia do momento, pela extrema-direita é alegar que o ex-presidente está sendo perseguido, injustamente e que o Alexandre de Moraes não tem competência como julgador por ser parte interessado no processo. É estranho que a prisão domiciliar do ex-presidente tenha virado uma comoção entre os seus aliados principalmente os do direito, onde parte se arvora em dizer que o ministro está agindo fora de Lei. E com o Lula, a lei foi cumprida? Não diziam que lugar de ladrão é na cadeia. O mito vende jóias, familia faz rachadinha com salários de funcionários, estimula golpe de estado, inventa mentiras sobre as urnas eletrônicas e isso não é crime?
Não é possível aceitar a hipocrisia, a violência e a continuidade de um golpe patrocinado por um grupo de indivíduos que incentiva a desobediência à justiça, afrontando autoridades, sequestrando o plenário do Congresso Nacional e ameaçando de forma vil e violenta todos que confrontam suas ideias.
Quem cometeu crime precisa ser alcançado pela justiça. Portanto, o ex-presidente que se defenda com seus advogados, sem requisitar anistia. A justiça precisa ser cega, mas não pode ser tratada como tola onde os criminosos tentam ludibriá-la para livrar-se da prisão. O bolsonarismo fez nascer um tipo de gente que repousava nas trevas e nas sombras da falta de respeito ao próximo, embrulhados pela falsa cristandade sociopata, que viola os direitos humanos.
Caetité-Ba.
Nenhum comentário:
Postar um comentário