Por Gilvane Caldas
O patriotismo tão vangloriado pelo bolsonarismo nos últimos anos, com a expansão da extrema-direita no mundo, especialmente no Brasil, tornou-se uma bandeira de autodefesa de um grupo que tem usado a política como instrumento de permanência ou conquista de poder.
O gesto do ex-presidente de beijar a bandeira americana, dizendo que ama os Estados Unidos, foi o sinal de que o patriotismo conclamado pelos patriotas de verde-amarelo, na verdade, não expressa o sentimento de brasilidade fiel e sim de uma falsa narrativa para enganar pessoas menos politizadas.
A fotografia desse quadro é a atuação do filho do ex-presidente Bolsonaro e aliados de extrema-direita, junto ao governo americano, buscando retaliações contra o Brasil. A postura revela que o patriotismo defendido do exterior levará ao fim o bolsonarismo, consequência da própria narrativa em atacar o próprio país de fora para dentro.
O ser patriota que exalta a nação alheia em detrimento a sua, fere de morte a alma nacional, uma vez que ao atacar as instituições internas (brasileiras), invocando ações de outro país para causar constrangimentos e prejuízos econômicos ao país, estimula a negação da própria nacionalidade.
A narrativa suicida da extrema-direita bolsonarista de implorar por sanções e intervenções, principalmente, no judiciário brasileiro é em virtude das possíveis punições que deverão ser impostas ao ex-presidente, Bolsonaro e seus aliados por iniciativa de atentado à democracia.
A autonomia de um país precisa ser garantida por suas instituições de forma que o ataque a elas seja considerado crime de traição e lesa pátria, prática essa, que com o passar do tempo produzirá de forma natural o afastamento de simpatizantes da própria direita menos radicalizada, deixando cada vez mais o bolsonarismo reduzido que continuará lutando em defesa de causa própria!
Caetité-Ba.
Nenhum comentário:
Postar um comentário