quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

A DEMOCRACIA VIVE

 Por Gilvane Caldas. (01:06)


O dia 8 de Janeiro de 2023 ficará marcado na  história brasileira como o dia em que a barbárie, a incivilidade e a violência marcaram presença dentro das instituições que têm por direito garantir a estabilidade democrática no Brasil.


A invasão de órgãos públicos de forma criminosa articulada e estimulada por apoiadores do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro e financiada por empresários e gente ligada ao agronegócio, produziu uma das cenas mais horrendas e absurdas que uma democracia poderia experimentar. Os golpistas travestidos de manifestantes e democratas causaram um rastro de destruição nos prédios da República, STF, Congresso Nacional e Palácio do Planalto nunca visto. 


Como se sabe, a obrigação para garantir a segurança e a aplicação da Lei no Distrito Federal através das polícias é de competência do Governo do Distrito Federal. Porém, o que se observou é  que não houve um planejamento adequado,  já que as autoridades sabiam das movimentações nas "redes do bolsonarismo" convocando militantes para realizar manifestação em Brasília no dia 08.


A subestimação ou conivência por parte das autoridades do GDF ou até mesmo dos órgãos federais em não acionar os mecanismos de segurança da forma correta, já que havia as informações nas redes de que o propósito dos golpistas era   invadir os três poderes, ou seja, pagaram caro por não acreditar nas ameaças golpistas.


Diante do ocorrido as instituições que têm compromisso com a democracia como Ministério Público, Poder Judiciário, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Igrejas, Universidades,  Movimentos Sociais, Estudantes,  Sindicatos e Imprensa Democrática, todos,  devem imediatamente se manifestarem radicalmente contra a violenta  e fracassada tentativa de Golpe de Estado em Brasil.


É de fundamental importância que as autoridades constituídas na forma da Lei, façam a apuração rigorosa dos fatos,  atribuindo as devidas responsabilidades por ação,  omissão ou prevaricação por parte de servidores públicos, da segurança pública  ou governantes que fizeram vistas grossas para manifestantes terroristas, acampados em frente aos Quartéis do Exército, que foi conivente,  leniente e simpatizante para com o golpismo, permitindo que pessoas acampadas nas suas portarias em Brasília e em outras capitais praticassem crimes contra a democracia.


Uma República Democrática não pode conviver com indivíduos, mesmo que em manifestações pacíficas, saiam pelas ruas exigindo intervenção militar simplesmente porque não concordam com o resultado das urnas, dado pela maioria do povo brasileiro. Isso não é democracia e muito menos liberdade de expressão. É  crime e precisa ser tratado como tal na forma da Lei.


A identificação dos golpistas e o afastamento de governos e autoridades suspeitas precisam ser efetivados de forma urgente, para assim, garantir nas investigações identificar as origens dos financiamentos, os autores intelectuais e a partir daí, buscar a aplicação da Lei, enquadrando cada indivíduo de acordo com o crime,  punindo exemplarmente, para ter a "garantia" de que a ordem democrática não será mais aviltada por quem quer que seja.

Caetité-Ba. 


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