quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

A FOME PARA BOLSONARO É ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2022

 Por Gilvane Caldas.

A fome para o Bolsonaro tem data de início e fim, depois é só fazer arminha que passa. Quando era deputado federal e até a sua candidatura para presidente dizia que o bolsa família era para o PT comprar votos dos idiotas. Sendo assim, Bolsonaro foi o único deputado a votar contra o Fundo de Combate à Pobreza. Nada melhor que um dia após o outro para esse discurso virar pó, tanto na boca do presidente quanto de seus apoiadores. 


Inventaram um tal crime de responsabilidade, chamado de pedaladas fiscais, sem comprovação,  simplesmente para cassar  o mandato da Presidenta Dilma, de forma arbitrária e através de um golpe jurídico-parlamentar com apoio da grande mídia "com supremo e com tudo" que chegou-se ao veredito final e nos mergulharam nesse caos que estamos.


 E agora?


Agora, no desespero sabendo que será derrota em outubro, segundo as pesquisas, o presidente tenta através de uma Proposta de Emenda Constitucional legalizar a compra de votos mais escandalosa da República, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira,  atropelando o regimento interno da casa, não respeitando os interstícios para votação, mentindo, induzindo haver problemas na Internet para suspender a sessão ao perceber que não havia voto suficiente,  em plenário, para aprovar a PEC da compra de votos.


O desgoverno Bolsonaro está descaradamente sob os olhos vendados da justiça implementando medidas eleitoreiras através de uma Emenda Constitucional que tem como propósito oferecer benesses em véspera de eleição, caracterizando como compra de votos a quase três meses do pleito. Essa ação visa criar benefícios sociais que durarão até 31 de dezembro. A PEC da emergência é uma farsa eleitoral que não tem o propósito inicial de ajudar as famílias necessitadas. Se assim fosse, não teria sido votada de forma açodada. O governo está simplesmente tentando comprar os votos necessários para chegar pelo menos ao segundo turno das eleições e tentar uma virada de mesa, já que dentro das regras do jogo democrático o Bolsonaro será derrotado fragorosamente.

 

É importante que a sociedade brasileira, especialmente às pessoas beneficiárias, saibam que um programa dessa natureza não pode ser apenas em caráter oportunista e eleitoreiro, que visa enganar as pessoas simples, necessitadas que tiveram sua renda familiar diminuída ou extinta em consequência da própria política econômica aplicada pelo governo federal. 


O carestia é o resultado da dolarização do petróleo  adotada pelo governo federal. Como consequência dessa política desatrosa temos o aumento dos preços dos alimentos, da água, da energia dos aluguéis e dos serviços, além da priorização das exportações de commodities sem se preocupar com o abastecimento interno. Todo esse conjunto de ações produz um reflexo direto na economia das famílias, causando cada vez mais o seu empobrecimento. 


O Auxílio-Brasil neste momento é importante para amenizar o sofrimento de milhares de pessoas, mas não é o suficiente para tirar da extrema pobreza as pessoas que foram sendo submetidas a partir dos governos de Temer e de Bolsonaro. Querer usar as necessidades básicas de milhões de brasileiros para explorar midiaticamente como bondade do governo e depois tirar proveito eleitoral da situação é de uma canalhice sem igual.

Caetité-Ba.


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