Por Gilvane Caldas.
Estamos vivendo uma escalada de violência policial nos últimos tempos. O sujeito empoderado pelo estado com a função de cumprir a lei e garantir a ordem não precisa se exaltar para exercer sua autoridade. O fato ocorrido em Sergipe com o assassinato do Genivaldo foi apenas mais um caso do despreparo policial em ações desastradas. Essa semana que terminou tivemos em Guanambi-Ba, uma ação policial que mostra um pouco do despreparo da nossa polícia para agir em determinadas circunstâncias.
Ações policiais com aspectos autoritários precisam ser combatidas veementemente pela população e pelo estado, que não podem ficar sempre desconfiados quando tem a necessidade dos serviços da polícia. É evidente que não podemos generalizar o despreparo de alguns agentes igualando-os à instituição "Polícia Militar".
É momento da sociedade começar a discutir uma mudança no sistema de formação militarizada e estrutural das polícias. A população precisa de uma segurança pública que promova a cidadania, o respeito e a autoridade dentro dos parâmetros legais. Não precisamos de policiais que tenham como recurso o grito, o gás, a força bruta e o tiro. Esses recursos devem ser lançados à mão em casos especiais quando o momento de fato exigir e não como via de regra.
A sociedade brasileira precisa confiar na qualidade da instituição, pois precisa dos serviços das policiais no seu dia a dia como garantias da lei e da ordem, mas essa ordem não pode ser de forma arbitrária que intimide, constranja tanto a pessoas comuns, assim como, os profissionais da imprensa de cumprirem o papel de levar as informações corretas à população.
A ação do PM diante do repórter impedindo-o de fazer o seu trabalho demonstra que o despreparo policial é algo que precisa de uma intervenção do estado de maneira urgente para que fatos dessa natureza não voltem a ocorrer. Que tal fazer o que foi feito em São Paulo com a instalação de câmeras nos uniformes dos policiais para que se tenha um maior controle das ações, e assim, evitar os destemperos de alguns agentes nas incursões. Bom pensar.
Caetité-Ba.
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