Por Gilvane Caldas.
Após o resultado das eleições que deu vitória ao candidato Luis Inácio Lula da Silva do PT, contra o presidente Jair Bolsonaro PL, grupos radicalizados e defensores do presidente tem causado transtornos e prejuízos às pessoas provocando fechamento de rodovias em diversas estados e planejando acampar na porta de Quartéis do Exército pedindo intervenção militar.
A Constituição de 1988, nos garante o direito da livre manifestação para a defesa dos interesses coletivos e individuais. No entanto, as manifestações que estão acontecendo no país, no pós eleições, não se trata de uma ação democrática e legal e sim de uma tentativa de golpe na democracia.
A omissão e a conivência das polícias nas interdições de rodovias por caminhoneiros e populares ligados ao setor empresarial, inclusive permitindo a participação de crianças e idosos nos atos, está começando a causar prejuízos aos brasileiros na vida cotidiana. Os argumentos utilizados por eles são antidemocráticos, fascistóides, autoritários e ilegais, pois acusam sem razão, indícios de haver fraudes nas urnas, não aceitando o resultado eleitoral e ainda pedindo intervenção militar ferindo de morte a Constituição.
O estranho é o comportamento das forças de segurança, especialmente a Polícia Federal, inaugurando um novo método de atuação, iniciado quando foi atacada a tiros pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Naquela ocasião inusitada, a Polícia Federal simplesmente o tratou como um cidadão de "bem" e não como um criminoso. Se fosse um trabalhador, um negro ou um favelado certamente a situação teria sido resolvida de outra forma, que sabemos muito bem, qual seria.
Não podemos aceitar como natural uma manifestação autoritária e ilegal por omissão dos órgãos de segurança pública. A minoria, neste caso, precisa aprender a respeitar a democracia. O Supremo Tribunal Federal precisa fazer valer a Constituição, inclusive se necessário, decretando a prisão imediata de autoridades policiais e líderes promotores do crime.
O caos provocado neste momento nas rodovias do país, causando transtornos para as pessoas é de responsabilidade do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O presidente é o principal estimulador do caos, quando não reconhece a sua derrota nas urnas. O Brasil precisa acertar suas contas e passar a limpo o seu passado autoritário, quando foi leniente com os crimes da ditadura, não punindo os criminosos. Hoje, essa sombra nos atormenta.
A maioria do povo brasileiro decidiu pela democracia e não pela ditadura. Ir às ruas para contestar o resultado das eleições, sem razão, é crime e precisa ser combatido com energia na forma da Lei.
Não somos um país para ser governado por milicianos, por coronéis do agronegócio, do centro sul do Brasil. As polícias Federal e Estaduais precisam agir da mesma forma que agem quando se confrontam com trabalhadores lutando por justiça e direitos, nestes casos sempre usam a força e a violência. E agora? Por que o método não funciona para com quem comete e incentiva o crime e a ilegalidade de fato? Estes grupos autoritários dizem defender a democracia mas é justamente a democracia que eles estão atacando e corrompendo!
02/11/22-Caetité-Ba
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