domingo, 22 de outubro de 2023

A BARBÁRIE EM GAZA


                                   Foto: AP - Hatem Ali

Por Gilvane Caldas

A narrativa da mídia ocidental, brasileira, subserviente aos  Estados Unidos tem esforçado para convencer o resto do mundo de que o genocídio patrocinado por Israel contra o povo Palestino é um direito de defesa do povo israelense. Quem tem uma imprensa desonesta e sem compromisso com a verdade, comprometida com o capital internacional não pode afirmar que vive numa democracia plena.


A terra onde Jesus andou se transformou num inferno a céu aberto onde o governo de Israel mantém um campo de concentração, uma Auschwitz dos tempos modernos com o povo palestino trancafiado. Não é aceitável que os interesses americanos sobreponham a vida de um povo, exterminando homens, mulheres e crianças de forma indiscriminada.


A posição americana diante da guerra é  um sinal de que eles sobrevivem e se beneficiam da desgraça e do sofrimento dos povos que eles consideram inimigos. Atualmente, os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza é a representação na essência da barbárie e da ignorância humana no desprezo pela vida de milhares de inocentes. 


Israel impede o fornecimento de água, energia, remédios e alimentos para o povo Palestino e a mídia ocidental tenta esconder e camuflar as informações, transmitindo apenas o que os senhores do poder determinam. O noticiário está sendo controlado pelo governo israelense para prevalecer a narrativa de que Israel foi atacado por um grupo terrorista.

Pode até ter sido!

Mas quem financiou o HAMAS foi justamente o estado de Israel com aquiescência dos Estados Unidos para destruir o grupo de oposição, de esquerda, o Al FATAH. 


Foi assim no Afeganistão,  na Líbia,  no Iraque só pra relembrar alguns dos episódios. A posição do Brasil no Conselho de Segurança da ONU foi extremamente racional e humana, posição contrária à dos americanos e de Israel. O governo brasileiro está protagonizando uma campanha pelo cessar fogo, com o apoio de outros países ditos sem voz e importância no cenário econômico e militar mundial. 


Mesmo com o silenciamento da mídia ocidental, as informações estão chegando. A faixa de Gaza sem energia dificulta a imprensa alternativa e os próprios jornalistas palestinos de cobrirem a tragédia em  tempo real. O extermínio e prisões de jornalistas palestinos torna o noticiário da guerra um monólogo da insensatez.


Seja qual for a sua ideologia política ou religiosa, como ser humano, você é obrigado a negar a verdade contada a partir do ponto de vista de Israel como direito de defesa, assim como,, acreditar que o RAMÁS representa o povo palestino.  A guerra entre ambos não está para a liberdade dos povo oprimido nem tão pouco para a criação do estado território da Palestina. 


O extermínio de um povo não pode ser aceito com naturalidade para quem acredita que somos filhos de Deus. O ódio que  alimenta os conflitos no mundo precisa ser enfrentado por todos que defendem a paz como princípio de humanidade. 

Caetité-Ba.



Nenhum comentário:

Postar um comentário