domingo, 24 de março de 2024

UMA LUZ PARA O FIM DA IMPUNIDADE

Autor Gilvane Caldas. 

Há  uma crença na maioria da população brasileira de que a justiça só é para quem não tem dinheiro, ou seja, vai para cadeia apenas os pobres, os pretos e os marginalizados sem influência e poder.


Essa semana que se inicia veio recheada com duas ação ações vindas do poder judiciário STJ e STF, com as prisões do  ex-jogador de futebol Robinho, condenado na Itália, 9 anos de prisão, por ter cometido crime de estupro naquele país, apesar do silêncio do mundo do futebol.


O segundo caso não menos emblemático e tão horrendo quanto que foi o assassinato por encomenda da ex-vereadora Mariele Franco no Estado do Rio de Janeiro há quase 7 anos.  


Depois de 6 anos de investigação, muitas controvérsias e dificuldades para elucidar o caso. Dificuldades essas criadas pela própria polícia civil do estado e o ministério público do Rio, que dificultavam as investigações para assim não chegar aos verdadeiros mandantes dos crimes.


As mudanças no MP-RJ, nomeando novas procuradoras e a transferência das investigações para a Justiça Federal foi essencial para a elucidação do crime com a prisão dos assassinos e de seus mandantes. Dos envolvidos nessa odisséia, nos assassinatos, um foi assassinado na Bahia, o Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais do Rio, o Roni Lessa que  executou a vereadora encontra-se preso em Bangú e neste domingo 24/03/24, a Polícia Federal prendeu os irmãos Chiquinho Brazão, Dep. Federal (União Brasil), Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Fluminense e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa que era o responsável pelo comando das investigações.


A elucidação do caso Marielle e a prisão do ex-jogador Robinho trás uma luz de que na justiça nem tudo está perdido e que o poder judiciário dá sinais de que não vai aceitar o crime organizado ou não, prosperar na impunidade.


As ações do Ex-ministro Flávio Dino,  e a determinação corajosa de Alexandre de Moraes fizeram com que o poder judiciário adquirisse o protagonismo da Justiça e Poder sem aceitar intimidações de poderosos, o mesmo também ocorreu com a condenação dos invasores e golpistas do oito de Janeiro de 2023. 


É o Poder Judiciário assinalando que a Lei é para todos, independente da condição social ou  econômica do criminoso.

Caetité-Ba.






Nenhum comentário:

Postar um comentário